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Assembléia começa com discursos inflamados por greve na Capital

Público presente ocupava dois terços do Ginásio Gigantinho

14/11/2008 - 14h49min | Atualizada em 14/11/2008 - 18h40min
Assembléia começa com discursos inflamados por greve na Capital Genaro Joner/
Assembléia começou às 14h30min no Ginásio Gigantinho Foto: Genaro Joner  
A assembléia dos professores estaduais para votar o indicativo de greve começou por volta das 14h30min no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, com saudação da presidente do Cpers/Sindicato Rejane de Oliveira. Três pronunciamentos foram realizados até as 15h, todos apoiando firmemente a greve. O público presente, que ocupava aproximadamente dois terços do ginásio, aplaudiu fortemente os discursos.

— Estamos prontos. Vamos sim fazer um grande movimento. Sim à greve — afirmou Simone Goldschmidt, ex-presidente do sindicato.

Representantes dos 42 núcleos dos Cpers, além de funcionários das escolas estaduais, estão presentes.

Na quinta-feira, o Conselho Geral do sindicato da categoria aprovou o indicativo de paralisação das atividades por tempo indeterminado. A reivindicação é de que seja retirado o projeto que cria o piso salarial estadual, encaminhado nesta semana pela governadora à Assembléia Legislativa.

— O projeto descaracteriza a lei do piso nacional e acaba com o plano de carreira — disse Rejane.

Os docentes querem o cumprimento da lei que estabelece o piso nacional para os professores, questionada por Yeda Crusius na Justiça. Rejane de Oliveira qualificou a atitude do governo estadual de autoritário e disse que "mesmo com a política de repressão, continuaremos firmes na luta para construir a nossa campanha salarial."

O projeto do Piratini cria um piso de R$ 950, já incluídas nesse valor todas as vantagens pagas em dinheiro. A lei federal é diferente. Prevê que esse valor é o salário básico, sobre o qual incidem os benefícios.

A secretária de Educação, Mariza Abreu disse, em entrevista à Rádio Gaúcha, que não espera que a greve seja aprovada:

— Não acredito que os professores tenham essa atitude de prejudicar os alunos. Se tiverem, será apenas uma pequena parte.

Mariza afirmou que os professores que participarem da greve terão o ponto cortado.

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