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Em Assembléia, professores estaduais declaram greve

Professores fazem passeata ao Palácio Piratini

14/11/2008 - 15h57min | Atualizada em 14/11/2008 - 18h36min
Em Assembléia, professores estaduais declaram greve  Genaro Joner /
Público aplaudiu discursos a favor da greve Foto: Genaro Joner  
Reunidos no Ginásio Gigantinho desde as 14h30min desta sexta-feira, os professores estaduais declararam o início da greve da categoria, por tempo indeterminado. Eles entoaram o hino do Cpers/Sindicato, e deixaram o local para caminhar até o Palácio Piratini.

— A responsabilidade da greve é do governo do Estado por ter enviado a Assembléia Legislativa o projeto a respeito do piso salarial, ameaçando o plano de carreira (dos professores) — afirmou Rejane de Oliveira, presidente do Cpers/Sindicato

A assembléia começou com uma saudação de Rejane. Três pronunciamentos foram realizados até as 15h, todos apoiando firmemente a greve. O público presente, que ocupava aproximadamente dois terços do ginásio, aplaudiu fortemente os discursos.

— Estamos prontos. Vamos sim fazer um grande movimento. Sim à greve — afirmou Simone Goldschmidt, ex-presidente do sindicato.

Representantes dos 42 núcleos dos Cpers, além de funcionários das escolas estaduais, estão presentes no local. Os diretores do sindicato se revezaram ao microfone, com discursos de ataque e confronto ao governo estadual e à secretaria de Educação, Mariza Abreu.

Na quinta-feira, o Conselho Geral do sindicato da categoria aprovou o indicativo de paralisação das atividades por tempo indeterminado. A reivindicação é de que seja retirado o projeto que cria o piso salarial estadual, encaminhado nesta semana pela governadora à Assembléia Legislativa.

— O projeto descaracteriza a lei do piso nacional e acaba com o plano de carreira — disse Rejane.

Os docentes querem o cumprimento da lei que estabelece o piso nacional para os professores, questionada por Yeda Crusius na Justiça. Rejane de Oliveira qualificou a atitude do governo estadual de autoritário e disse que "mesmo com a política de repressão, continuaremos firmes na luta para construir a nossa campanha salarial."

O projeto do Piratini cria um piso de R$ 950, já incluídas nesse valor todas as vantagens pagas em dinheiro. A lei federal é diferente. Prevê que esse valor é o salário básico, sobre o qual incidem os benefícios.

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