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Famosos revelam receitas de superação ao bullying

Elvis Presley, Gisele Bündchen e Tom Cruise são algumas das estrelas que já sofreram na infância

10/12/2008 | 02h53

Se você sofre ou já sofreu com apelidos ou perseguições de colegas, não se intimide. De Elvis Presley a Gisele Bündchen, muita gente talentosa também passou por isso em seu tempo de estudante.

Conhecida como bullying, a violência sistemática, rotineira e sem motivo aparente ocorrida dentro da escola está associada a casos de depressão e até tentativas de suicídios entre adolescentes, mas pode ser superada.

Apelidada de saracura por ser magra e alta, a supertop de Horizontina encontrou nos cursos para melhorar a postura um atalho para a vida de modelo, enquanto o tímido Elvis Presley descobriu na música um refúgio para o isolamento experimentado em sala de aula.

Infográfico traz mais informações sobre a ameaça do cyberbullying:



O cantor Tonho Crocco, ex-vocalista da banda gaúcha Ultramen, atualmente em carreira solo, também enfrentou brincadeiras de mau gosto. Mas resistiu. Mesmo tendo sido chamado de "todas as variantes de gordo" em seu tempo de estudante, nunca entrou em depressão, nem se sentia diminuído. A receita? Ignorar as provocações.

— Apelido todo mundo tem, mas eu não dava bola. Se der bola aí é que pega — ensina.

Conhecido como "quatro olhos" no tempo de colégio, pelos óculos com lentes fundo de garrafa que usava, o vocalista da banda Cachorro Grande, Beto Bruno, adotou a estratégia inversa para se defender: reagia colocando apelidos em outros colegas.

— Tinha um pequeninho que apelidamos de morceguinho, outro que tinha uma testa grande e era o testa. Mas a gente gostava de todo mundo, ria junto. Não era tão violento como agora — compara.

Jovem chegou a tentar o suicídio após humilhações

A universitária Daniele Vuoto, 22 anos, sabe bem o quanto esse tipo de violência sutil pode ser perversa: acostumada a defender colegas que eram motivos de risada, acabou sendo perseguida também. Tudo virava motivo de chacota: por ela ser muito branca, muito loira, tirar notas altas.

A seqüência de humilhações fez com que entrasse em depressão e chegasse a tentar o suicídio. Recuperada, encontrou um jeito nobre para responder aos ataques: criou um blog para compartilhar informações com outras vítimas.

— Normalmente, esses alunos sofrem calados, o que só aumenta a dor — orienta.

Embora nunca tenha sido perseguida, a escritora Claudia Tajes se arrepende por outro motivo: com amigas, perseguia uma colega da 4ª série. Hoje, orienta o filho de 16 anos a evitar o mesmo erro.

— Até hoje, eu tenho remorso do que eu fazia. Se eu soubesse o nome dela, iria atrás para pedir desculpa. Ela era humilde e tinha rodado de ano, aí a gente corria atrás dela no recreio. Espero não ter causado muito transtorno na vida dela — diz a escritora.

Eles também sofreram

Elvis Presley: zombado na escola por ser um menino tímido, dificilmente fazia amigos

Gisele Bündchen: a top aturou muitas piadinhas sem graça por ser magra e alta. Tinha três apelidos: Saracura, Olívia Palito e Somaliana

Alinne Moraes: a bela era atormentada por coleguinhas de sua escola em Sorocaba (SP), por sua boca. Tinha um apelido que detestava: Bocão, e pensou em fazer cirurgia plástica para diminuir os lábios

Kate Winslet: a Rose, de Titanic, padecia na escola por ser gordinha, e era chamada de baleia

Tom Cruise: passou maus bocados no colégio por ser disléxico, um distúrbio que interfere na aprendizagem

Orlando Bloom: era discriminado por estar acima do peso e ser disléxico

Sophia Loren: a musa sofria quando era chamada de "palito-de-dente" e "vareta" pelos colegas

 
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