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Psicanalista explica comoção da população no caso do cão do Dilúvio

"A empatia está ligada ao desamparo", diz Ana Paula Terra Machado

19/02/2009 - 04h31min
Psicanalista explica comoção da população no caso do cão do Dilúvio Ronaldo Bernardi /
"Ele estava muito estressado, tentou me morder duas vezes", contou bombeiro. Clique para ver mais fotos Foto: zero horagaleria de fotos  

Por três dias, um cão tentava escapar de bancos de areia pela água no Arroio Dilúvio, na Capital e não obtinha sucesso. Na manhã de quarta-feira, o Corpo de Bombeiros resgatou o animal que, após pular e nadar nas águas imundas do riacho, foi encaminhado ao centro de zoonoses da prefeitura da Capital.

Membro do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, a psicanalista Ana Paula Terra Machado comenta a repercussão de histórias envolvendo animais:

Zero Hora — Por que histórias com animais chamam a atenção?

Ana Paula Terra Machado — Essa empatia com animais está muito ligada à questão do desamparo. Um animal que está se afogando, por exemplo, está muito indefeso. Há uma reação de empatia imediata. Um cachorro, pequeno, desperta todo cuidado. Algumas pessoas conseguem fazer mais carinho em um animal do que numa pessoa.

ZH — Por quê?

Ana Paula — Porque o animal é mais indefeso, estabelece uma ligação mais direta. O animal, se bem tratado, responde só afetivamente. É mais fácil de se relacionar. São relações menos complexas que as relações humanas.

Clique para ver o vídeo do resgate:


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