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Bullying nas escolas: confira quais são os sinais de alerta

Características apontam se o aluno está sendo vítima da prática ou se está envolvido nas agressões

25/11/2009 - 06h10min
Bullying nas escolas: confira quais são os sinais de alerta Reprodução/
A publicação de 16 páginas dá orientações sobre o que levar em conta na hora de escolher a escola do seu filho Foto: Reprodução  
Para esclarecer dúvidas de pais sobre qual a melhor escola para seu filho, Zero Hora publica hoje, um guia para ajudar nessa tarefa. O ZH Matrículas tem 16 páginas, uma lista de 114 escolas de Porto Alegre e orientações sobre o que levar em conta na hora de escolher. Além do guia, zerohora.com dá hoje informações sobre um tema recorrente no meio estudantil atualmente, o bullying (agressões sistemáticas entre estudantes).

Tema recorrente no ambiente escolar, o bullying virou pesadelo entre pais e professores. Para enfrentá-lo, em primeiro lugar, é preciso saber detectar sinais que podem indicar que seu filho está sendo vítima da violência.

O comportamento da criança ou do adolescente pode apontar também que ele está entre os agressores. Na hora de escolher a escola de seu filho, converse com a direção para saber como o estabelecimento lida com dificuldades como essa, tão comuns nas salas de aula.

A seguir, confira dicas de como reconhecer se o estudante está envolvido com a prática.

Quando o aluno é vítima

— Violência sistemática, rotineira e sem motivo aparente ocorrida dentro de escolas, o bullying pode causar dor e angústia naqueles que são vítimas dele.

— Fique atento aos sinais de que seu filho possa ser vítima de bullying. Eles aparecerão no comportamento dele. Para isso, pergunte sempre como vai a escola. Se, de repente, a resposta muda ou, ainda, o filho começa a sonegar informação, é a hora de ir buscar por mais informações no colégio, saber o que está acontecendo.

— Observe também se ele se sente constrangido com a pergunta, respondendo com evasiva ou simplesmente não dando resposta nenhuma.

— Se ele se sentir humilhado na escola, por exemplo, é preciso que o clima entre os pais e a criança ou adolescente seja muito bom para que ele abra o jogo e diga o que está acontecendo, porque a tendência é que ele busque esconder a humilhação.

— Se for mesmo constatado que a criança é vítima de bullying e a escola não assumir um papel enérgico para resolver a questão, é hora de procurar pela mudança de escola, principalmente em casos mais severos, como quando há ameaça contra a integridade física.

Quando o aluno é o agressor

— Na situação contrária, quando os pais percebem que os filhos estão praticando bullying, é preciso que eles ajam com bastante energia. Chame, converse, não simplesmente xingue, ameace e dê castigo. Essas ações não resolvem, podem, inclusive, piorar a situação.

— Atenção para adolescentes muito solitários, que vivem muito sozinhos e em ambientes agressivos dentro de casa. A ausência dos pais pode fazer com que busquem a compensação fora de casa. Com isso, algumas vezes, encontram um líder que o anexa a um grupo, dando-lhe tarefas, o que pode fazer com que se sinta valorizado. Corre-se o risco de que esse grupo seja de praticantes de bullying.

— Manter a atenção sobre a maneira como o adolescente se sente em casa é uma das formas de prevenir que ele pratique bullying. É fundamental que ele se sinta bem no ambiente familiar. Deve gostar da companhia dos pais, que também precisam compreender que faz parte do crescimento o processo em que descartam a sua companhia quando estão em grupos de outros adolescentes. Mas é negativo e um mau sinal quando o adolescente rejeita sistematicamente seus pais, como estar em casa e não querer estar na presença deles.

 
 
 
 
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