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Zagueiro do Atlético-PR Manoel acusa palmeirense Danilo de racismo

Jogador do clube paulista teria chamado o adversário de macaco

15/04/2010 - 22h24min
Zagueiro do Atlético-PR Manoel acusa palmeirense Danilo de racismo Reginaldo Castro, Lancepress/
Manoel acusou o zagueiro Danilo de atitude racista Foto: Reginaldo Castro, Lancepress  

Após a vitória do Palmeiras sobre o Atlético-PR, nesta quinta-feira, o zagueiro Manoel acusou o zagueiro Danilo de atitude racista durante a partida, válida pela Copa do Brasil. O jogador palmeirense teria chamado o adversário de "macaco" após cuspir na sua cara.

Ocimar Bolicenho, diretor de futebol do Atlético-PR, afirmou que o clube iria sair do estádio Parque Antártica direto para a delegacia para prestar queixa. O dirigente garantiu que vai "até as últimas consequências".

– Vamos levar isto até o último minuto. Não é a primeira vez que isto acontece, este rapaz sempre que atua contra o Atlético-PR toma atitudes assim. Ele cuspiu na cara do Manoel e o chamou de macaco. Vamos na delegacia prestar queixa na área criminal e também na área esportiva. O próprio Marcos pediu para o Manoel não levar isto para a frente. Mas não podemos admitir uma atitude de racismo – disparou Ocimar Bolicenho.

– Vamos ver qual a providência que vamos tomar em cima disto. Foi em um lance normal, eu acabei trombando com ele e ele veio, cuspiu na minha cara e me chamou de macaco. Vou para a delegacia agora com a diretoria – afirmou Manoel.

Porém, no lance da jogada, a imagem da TV mostra o zagueiro do Furacão empurrando Danilo, o que teria gerado toda a confusão.

Danilo, ao término da partida, chegou a dizer que havia pedido desculpas para Manoel.

No 23º Distrito Policial, na região de Perdizes, em São Paulo, o zagueiro Manoel, o dirigente Ocimar Bolicenho, e um advogado contratado pelo Atlético-PR prestaram depoimento. Será formulado um boletim de ocorrência por injúria qualificada por racismo, com pena de um a três anos. Segundo o plantonista Percival Junior, isto não deve dar em nada:

– Isto é um tipo de crime comum. Não é segregação racial, e sim injúria qualificada por racismo. O normal é que as duas partes entrem em acordo.

O técnico do Palmeira, Antônio Carlos Zago, preferiu não se manifestar sobre o caso antes de saber o que aconteceu. O treinador foi suspenso em 2006, quando jogava pelo Juventude, por um gesto racista ao ser expulso de campo, em partida contra o Grêmio.

 
 
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