
A Avenida Castelo Branco continua com o mesmo nome. Por 16 votos a 12, foi rejeitado o projeto proposto pelos vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, ambos do PSOL. A votação ocorreu na tarde desta quarta-feira na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Para a aprovação, seria necessária a maioria de dois terços dos vereadores ou 24 votos favoráveis.
O texto previa que a Avenida Presidente Castelo Branco, identificada com um dos ícones do regime militar, fosse rebatizado para Avenida da Legalidade.
Conforme Ruas e Fernanda, o objetivo da proposta era homenagear os gaúchos que participaram e apoiaram o Movimento da Legalidade, protagonizado por Leonel Brizola em 1961.
Os debates, que duraram mais de duas horas, e a votação no Plenário Otávio Rocha foram acompanhados por manifestantes favoráveis à proposta.
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A mudança é motivo de controvérsia:
- Entendemos que Porto Alegre não merece ter, no seu portão de entrada, o nome de um representante daquele período. É como se em Berlim houvesse uma avenida chamada Adolf Hitler - defende o vereador Pedro Ruas (PSOL), um dos autores da proposta.
Nem todos concordam. Para o general da reserva Clovis Bandeira, 66 anos, natural de Pelotas e vice-presidente do Clube Militar, no Rio de Janeiro, a proposta é equivocada.
- Trata-se de mais uma tentativa de reescrever a História do Brasil, apagando fatos e pessoas que contrariam o discurso da esquerda.
O historiador Sérgio da Costa Franco, 83 anos, acredita que uma modificação de nomenclatura, a essa altura do campeonato, daria em nada - simplesmente porque não pegaria.
- Não sou nenhum fã do Castelo Branco. Essa foi mais uma homenagem dos puxa-sacos da época. Mas os vereadores poderiam se ocupar de assuntos mais importantes.