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Educação

Decisão do MEC não muda posição do governo sobre o piso do magistério, diz chefe da Casa Civil

Para o Piratini, base para a correção é a inflação, e não o Fundep, como defende a União

27/02/2012 | 20h48

A decisão do Ministério da Educação de reajustar em 22% o piso nacional dos professores, divulgada na tarde desta segunda-feira, não muda a posição do Palácio Piratini sobre o salário do magistério, de acordo com o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana.

Para ele, o valor deve ser corrigido pela inflação, e não pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(Fundeb), como fez o governo federal.

— Não muda nada daquilo que apresentamos na sexta-feira e nem de como o governo compreende o que é a correção e o que é aumento real salarial. No nosso ponto de vista, esse reajuste de 22% anunciado não é a correção, a correção é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — afirmou.

Com os índices propostos pelo governo Tarso na semana passada, ao final de 2014, o valor ainda seria inferior ao piso anunciado nesta segunda-feira pelo MEC. Pelos cálculos do Estado, ficará em R$ 1.260 — R$ 191 a menos.

A presidente do CPERS Sindicato, Rejane de Oliveira, disse que a entidade cobrará do governo do Estado a implementação do piso salarial da categoria. Ela afirma que o Palácio Piratini descumprirá a lei caso continue aplicando como índice de reajuste a variação da inflação.

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