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Ressonância magnética

Evolução de exame permite identificar artrose até em pacientes sem dor

Até algum tempo atrás, causa do problema era conhecida, em muitos casos, apenas com cirurgia

14/09/2012 | 09h01

Estima-se que metade das pessoas com mais de 65 anos sintam dor e perda de mobilidade em função da artrose — doença relacionada à degeneração das articulações, envolvendo principalmente quadris, joelhos e coluna.

Até algum tempo atrás, a causa da dor era, em muitos casos, identificada apenas com cirurgia. Isso mudou com a evolução dos exames de ressonância magnética, atualmente o método mais eficiente para se descobrir anormalidades, incluindo aquelas que ainda não causam dor.

De acordo com o departamento de radiologia da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, aproximadamente 90% dos joelhos que não mostravam nenhum sinal de osteoartrite no raio-X apresentaram claras evidências com o uso de ressonância magnética.

— As imagens de ressonância magnética têm sido cada vez mais utilizadas em ortopedia, já que a alta resolução e contraste permitem diferenciar com facilidade as estruturas. Se antes a causa de uma dor crônica no joelho seria identificada com precisão apenas no momento da cirurgia, hoje temos condições de ver com mais clareza um defeito na cartilagem, ou mesmo se há comprometimento dos ligamentos e do tendão — diz o radiologista Edson Sato, do Centro de Diagnósticos Brasil, de São Paulo.

Na opinião do médico, o exame de ressonância magnética tem se tornado uma referência para muitos especialistas por conta de sua característica não-invasiva e pela quantidade de detalhes que podem ser facilmente evidenciados nas imagens.

— Os novos equipamentos de ressonância magnética também ajudam na diferenciação de processos inflamatórios, degenerativos e tumorais. É surpreendente ver com detalhes o menisco, os ligamentos, tendões e ossos na ressonância magnética — afirma o especialista.

O próximo avanço da ressonância magnética, na opinião do radiologista, está relacionado ao estudo funcional do corpo, em especial do sistema músculo-esquelético.

— Provavelmente, presenciaremos o estudo da qualidade da cartilagem e da composição bioquímica dos tecidos, assim como o estudo quantitativo de substâncias responsáveis pelo metabolismo energético celular.

 
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