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Sob suspeita

"Eu nunca abreviei a vida de ninguém", diz médica acusada de antecipar mortes em UTI de hospital paranaense

Virgínia Helena Soares de Souza concedeu entrevista ao "Fantástico" na noite deste domingo

Médica afirmou ser inocente

Suspeita de antecipar a morte de pacientes na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital de Curitiba, no Paraná, a médica Virgínia Helena Soares de Souza negou as acusações em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, na noite deste domingo.

- Inocente ou culpado, depende de agir errado e com má-fé. Eu exerci a medicina - disse a médica. - Nunca abreviei a vida de ninguém - acrescentou.

Além disso, a ex-chefe da UTI afirmou que as equipes médicas sempre eram consultadas antes dos tratamentos de pacientes em estado terminal serem alterados, informação constestada pela promotora que atua no caso, Fernanda Garcez.

Após Virgínia Helena ser denunciada, uma sindicância do Sistema Único de Saúde (SUS) e das secretarias municipal e estadual da Saúde investigaram UTIs de oito hospitais de Curitiba - o relatório apontou que apenas o Hospital Evangélico não seguia recomendações do Ministério da Saúde, segundo a reportagem.

O Fantástico também divulgou, em 10 de março, gravações telefônicas em que Virgínia Helena falava com um colega, réu no mesmo processo, que queria esvaziar a unidade:

- Quero desentulhar essa UTI que está me dando coceira.

Virgínia Helena, outros três médicos e duas enfermeiras do mesmo hospital são acusados por homicídio e formação de quadrilha. Mais de 300 mortes consideradas suspeitas, ocorridas entre 2006 e 2013, são investigadas por Polícia Civil e Ministério Público.

Entenda o caso

- A médica Virgínia Helena Soares de Souza é acusada de promover a morte de pacientes da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba.
- As investigações começaram após denúncias de um funcionário do hospital, dizendo que a médica ordenava a redução do fluxo de oxigênio de alguns pacientes e a utilização de drogas para bloquear o sistema respiratório.
- A intenção seria liberar leitos do Serviço Único de Saúde (SUS) para outros pacientes que pagariam pelo serviço.
- A médica foi detida em fevereiro, depois de o inquérito correr em segredo de Justiça. Permaneceu presa preventivamente por um mês, entre fevereiro e março. O julgamento não tem data marcada.
- Três médicos e duas enfermeiras do mesmo hospital são acusados por homicídio e formação de quadrilha.

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