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BBB14

Diego confessa que usava drogas e suposta vítima do brother se manifesta

Durante conversa na cozinha da casa, ele revelou que um de seus sonhos era morar na cracolândia

Atualizada em 13/02/2014 | 18h4913/02/2014 | 11h06
Diego confessa que usava drogas e suposta vítima do brother se manifesta Frederioca Rozario/Globo
Foto: Frederioca Rozario / Globo

Diego Grossi, participante do BBB14, abriu sua história de superação em rede nacional durante um conversa com outros confinados na cozinha do reality show, que está repercutindo aqui fora.

Para Junior e Roni, o brasiliense, que mora no Rio, confessou ter sido usuário de drogas, e que chegou a praticar assaltos para conseguir dinheiro para manter seu vício. Disse ainda que um de seus sonhos era ir para a cracolândia, em São Paulo.

— Ficava internado no morro uns 10, 15 dias sem voltar pra casa. Mas isso é passado. Vim fazer história nova. Mas é violento o bagulho. Só quem tá perto, quem já viu e quem fez. A parada é incontrolável. Mas já faz uns três anos que eu estou limpo — relatou.

Depois que a história veio a tona, uma suposta vítima de Diego se manifestou pela internet. Os detalhes foram publicados pelo site Hugo Gloss, que transcreveu o depoimento da pessoa, que preferiu não se identificar.

— Ele me abordou, me puxando pela alça da mochila. Ele estava com uma faca e a deixou próxima da minha barriga — afirmou, detalhando, ainda, que o brother não foi violento e deixou os documentos e mais R$ 2 para a passagem de ônibus.

A suposta vítima contou também que reconheceu Diego no programa por conta de suas marcas do rosto, além da sua voz e do perfil.

A irmã de Diego, Marcelle Grossi, em entrevista ao jornal O Globo, confirmou a história de Diego, mas disse desconhecer o fato do irmão cometer furtos na rua.

— Eu nunca soube de algum delito que ele tenha cometido. Não percebi ele dizer isso no programa. Mas se disse, acho que se referiu aos furtos dentro de casa.

A outra irmã de Diego, a gerente bancária Marcelle Grossi, de 28, também não acredita que ele tenha furtado alguém:

— Ele nunca precisou cometer delitos porque tinha de onde tirar, que era da gente.

Já a mãe do rapaz, em entrevista ao jornal Extra, a professora Marcia Regina Cerqueira, de 55 anos, confessou que a luta pelo filho continua até hoje.

— Nem imaginamos que ele fosse falar, pois essa história o machucava muito. Mas isso foi bom. Mostrou que o Diego superou. É lógico que continuamos a luta, mas a guerra foi vencida. Eu custei a descobrir. Naquela época isso não era muito falado, e havia muito preconceito. Com o corre-corre do trabalho, para pagar as contas, a gente acaba não percebendo. No início a gente encobre, com vergonha, depois faz para não rejeitarem, pelo preconceito, até que você assume e luta sem parar — confessou.

 
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