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Decisão judicial

Justiça nega liminar a ex-diretor da Petrobras preso na Operação Lava-Jato

Paulo Roberto da Costa é acusado de participar do esquema de lavagem de dinheiro, desmontado na última segunda-feira pela Polícia Federal

21/03/2014 | 17h34

O desembargador federal João Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal do Rio Grande do Sul, negou a liminar de soltura do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso nesta quinta-feira na Operação Lava-Jato. O executivo é acusado de participar do esquema de lavagem de dinheiro, desmontado na última segunda-feira pela Polícia Federal.

Durante a operação, a PF fez buscas na casa de Paulo Roberto da Costa e encontrou, em espécie, US$ 180 mil e cerca de R$ 720 mil. A investigação mostra que o ex-executivo tinha ligação próxima com doleiro Alberto Youssef, também preso na operação.

O advogado Fernando Augusto Fernandes informa que o habeas corpus vai a julgamento no TRF do Rio Grande do Sul, mas antes irá ao Superior Tribunal de Justiça.

— A decretação de prisão por suspeitas de corrupção passiva de alguém que dedicou 35 anos à Petrobras e não é funcionário público há quase dois anos é uma arbitrariedade — disse.

Segundo ele, se existem outras pessoas sendo investigadas por crimes financeiros e lavagem de dinheiro, a prisão de Paulo Roberto Costa não se torna legal somente porque ele falou ao telefone com uma delas.

Costa também é investigado por supostas irregularidades na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006.

 
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