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Informe Econômico

Maria Isabel Hammes: queda dos negócios com os argentinos volta à discussão

Exportações de carros brasileiros para o país vizinho recuou 43% no primeiro bimestre

13/03/2014 | 22h16

A maior causa do buraco na balança comercial brasileira, a queda dos negócios com os hermanos volta a ser discutida. Representantes do governo brasileiro e argentino têm encontro em Buenos Aires para avaliar como destravar, pelo menos em parte, as restrições à entrada de produtos nacionais naquele país. Fontes dizem que há boa vontade do governo Kirchner em negociar, mas isso não significará grandes facilidades – ou menor aperto –para as exportações brasileiras. Como as vendas externas de manufaturados do Brasil perderam mercado nos países desenvolvidos nos últimos anos, o caminho foi apostar no país vizinho. E, para se ter uma ideia do peso das compras argentinas nos nossos negócios, vale lembrar que apenas a exportação de carros nacionais no primeiro bimestre caiu 43%. Hoje, a maioria de veículos exportados pelas montadoras com fábricas no Brasil vai para a Argentina. Em um passado recente, carros made in Brasil já foram encaminhados para outros mercados, como o europeu e o dos EUA. Com a perda de competitividade da indústria nacional, foram encolhendo e, hoje, os hermanos ocuparam esse espaço.

Como exportador relevante, o Rio Grande do Sul é um dos grandes interessados em que se encontre uma solução – calçados, por exemplo, se acumulam à espera de licenças, cada vez mais demoradas. O governo Kirchner segue firme em sua política de preservar empregos e seu parque industrial. Não só ele, claro, quase todos agem nesse sentido. Embora não se espere milagre algum do encontro de hoje, certa disposição para retomar as negociações já seria um grande passo.

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