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Ataque a agricultores

Polícias vasculham estradas da região de Santa Rosa em busca dos sequestradores de adolescente

Na noite desta segunda-feira, jovem foi libertado no trevo de acesso a São Paulo das Missões

25/03/2014 | 11h25

Na manhã desta terça-feira, equipes da Brigada Militar (BM) e agentes da Polícia Civil estão vasculhando a área rural de 20 municípios ao redor da cidade de Campina das Missões, no noroeste do Estado, em busca da quadrilha que, no domingo, atacou uma família de agricultores e sequestrou o filho de 15 anos exigindo R$ 300 mil para libertá-lo. O resgate não foi pago e o adolescente foi liberado na noite desta segunda-feira, no trevo de acesso a São Paulo das Missões.

Todos os acessos das cidades da região estão vigiados, reforçou o capitão Paulo Kunkel, do 4º Batalhão de Polícia Militar de Área de Fronteira. Ele disse que cinco carros patrulhas, com 18 policiais militares armados, fazem ronda nas estradas da região, especialmente as que ficam nas proximidades do Rio Uruguai, no trecho da fronteira com a Argentina.

— Nos últimos três anos, nós conseguimos limpar a região dos assaltantes de caixa eletrônico e dos ladrões de defensivo agrícola. Não tenho notícias de que já tenha acontecido sequestro por aqui, creio que esse foi um caso isolado. Mas temos policiais e equipamentos para dar uma resposta — aposta o capitão.

Um dos objetivos das patrulhas é descobrir o local onde o adolescente foi mantido em cativeiro. Na esperança de encontrar pistas deixadas pelos bandidos, como digitais em objetos jogados fora.

Crime não é comum na região

Na região, que é densamente povoada por agricultores descendentes de alemães e russos, o sequestro é um crime raro. A família atacada tem uma pequena propriedade, produtiva e rentável. Durante o sequestro, o adolescente foi deixado amarrado, com os olhos vendados, em um mato. Na noite desta segunda, ele foi levado de moto e deixado no trevo, a cerca de 10 quilômetros da propriedade da família.

Ainda durante a noite, o adolescente prestou um longo depoimento aos agentes da Civil. No depoimento, disse que os sequestradores decidiram libertá-lo porque se sentiram cercados pelos policiais que faziam buscas na região.

— Ainda temos muito para esclarecer, como por exemplo: saber o motivo pelo qual a família foi escolhida pelos bandidos — comenta Márcio Steffens, delegado Regional de Santa Rosa.

Os policiais já sabem que os três homens mascarados que atacaram os agricultores sabiam a rotina da casa. Pelo menos três vezes por ano, o dia a dia da família é compartilhado com os safristas — trabalhadores de vários cantos do Estado contratados para fazer serviços nas safras de grãos (soja, milho e trigo). Num primeiro momento, a investigação procurará saber quem fez trabalho temporário na casa das vítimas.

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