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Após divulgação de vídeo de estupro, Justiça emite portaria que regula entrada de adolescentes em boate de Alegrete

02/04/2014 | 22h02
Após a divulgação do vídeo em que uma garota de 17 anos parece estar sendo estuprada em frente a uma boate, o Juizado da Infância e Juventude de Alegrete, na Fronteira Oeste, emitiu uma portaria judicial que regula a entrada de adolescentes no local, o Hangar Bar.

O pedido foi do Ministério Público, que apura o caso em segredo de Justiça. Já a delegada Josiane Froehlich afirma que a Polícia Civil atua em três frentes de investigação: para identificar quem praticou o estupro, quem gravou as imagens e quem publicou o vídeo no Facebook. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias, depois que a polícia ouvir as testemunhas.

Segundo a juíza Caren Letícia Castro Pereira, do Juizado da Infância e Juventude, o crime ocorreu em janeiro, e as imagens foram postadas na internet no fim de março.

— As cenas são chocantes. A menina parece estar desacordada, e o homem que filma incentiva os atos — diz.

Conforme Caren, a portaria foi emitida para evitar que novos casos como esse aconteçam. Pela medida, adolescentes com idade entre 14 e 16 anos só podem entrar na boate acompanhados de pais ou responsável legal, e aqueles com 16 ou 17 anos junto de alguém com mais de 18 anos e com autorização do responsável. Todos ainda deverão portar algum item de identificação, como uma pulseira.

O proprietário da boate, Daniel Fabres, afirma que o episódio aconteceu, segundo relatos, a 200 metros do local, que possui 18 seguranças.

— O fato é lamentável e repudiamos veementemente — afirma.

Sobre a portaria, Fabres relata que a medida já é cumprida em parte e está de acordo com os interesses da empresa. Segundo ele, a entrada de adolescentes só é permitida com a autorização do responsável.
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