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Entenda programas como ProUni e Fies e fuja da falência no Ensino Superior

Altas mensalidades podem ser dribladas com ajuda de iniciativas públicas e privadas

08/04/2014 | 12h57
Entenda programas como ProUni e Fies e fuja da falência no Ensino Superior Marco Favero/Agência RBS
Caloura de Direito, Grasiele optou pelo Fies para ficar tranquila durante o curso Foto: Marco Favero / Agência RBS
Nem sempre é possível fazer o Ensino Superior em uma instituição pública e se livrar do fantasma das mensalidades. Além dos vestibulares concorridíssimos, alguns estudantes não conseguem se mudar para estudar em outra cidade ou desejam algum curso que apenas uma universidade privada específica oferece. Se você é daqueles que têm medo de adquirir uma responsabilidade maior que o bolso, é bom tentar todas as possibilidades para não levar um susto só quando a fatura chegar em casa.

As bolsas e financiamentos públicos costumam ser mais vantajosos, embora nem todos consigam se encaixar no perfil exigido. O Programa Universidade para Todos (ProUni), por exemplo, oferece bolsas de 50% e 100% para jovens que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas.

Já o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é menos restrito e funciona como um empréstimo a juros baixíssimos, mas também cobra que o estudante tenha feito a prova do Enem. Os programas privados costumam ser mais abrangentes (leia mais abaixo).

Caloura no curso de Direito da Faculdade Cesusc em Florianópolis, Grasiele da Silva, 26 anos, acaba de adquirir um financiamento com o Fies. Ela explica que o curso de cinco anos já está "metade pago" pela Caixa Econômica Federal, deixando-a mais tranquila com outros gastos que costumam atormentar quem está entrando na faculdade.

— Me matriculei sem o financiamento, mas depois percebi que ia ficar de cabeça quente durante todo o curso. Então, vi as condições do Fies e pensei "por que não?". Eu já tinha inclusive pagado algumas mensalidades antes, mas a faculdade vai descontar esse valor nas próximas faturas — explica Grasiele.

Por isso, sem estresse: os gastos são muitos, mas sempre há uma boa chance de se livrar do endividamento precoce. Afinal, quem quer passar perrengue durante anos para depois começar a vida profissional por baixo?


:: ProUni: Bolsas para estudantes de baixa renda

O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado em 2004 pelo Governo Federal para estimular o ingresso de jovens de baixa renda em instituições privadas de ensino. O ProUni concede bolsas de 50% e 100% para estudantes que tenham cursado o Ensino Médio em escolas públicas. As bolsas podem ser repassadas a alunos brasileiros sem diploma de nível superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

Dentro dos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa, há cotas para negros, índios e deficientes. Para ter acesso ao benefício de 100%, é necessário ter renda familiar per capita de 1,5 salário mínimo.

Já as bolsas de 50% da mensalidade são destinadas a alunos com renda familiar per capita de até três salários. Os candidatos são selecionados a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no qual o estudante deve ter uma média das provas igual ou maior que 450 pontos, além de não ter zerado a redação.


:: Fies: Jogue os gastos para o fim do curso

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa criado pelo Ministério da Educação para dar suporte a estudantes matriculados em faculdades particulares. Basicamente, o que o Fies faz é pagar a conta da sua faculdade e "jogá-la pra frente", para quando você já estiver formado. Os financiamentos são de 50% ou 100% do valor total do curso, dependendo da renda familiar.

Enquanto você estiver cursando a faculdade, o Fies exige um pagamento trimestral de R$ 50 para arcar com os juros do financiamento – ou seja, uma taxa de 3,4% ao ano, menor que qualquer empréstimo! Você ainda terá direito a um período de 18 meses de carência após terminar o curso para começar a pagar a "dívida".

Após o fim da faculdade, o valor total poderá ser dividido e pago em até três vezes o tempo de duração do financiamento, com um ano bônus. Se você fez uma faculdade de quatro anos, por exemplo, terá 13 para quitar o saldo.


:: Financiamento privado: juros mais altos

Às vezes, o aluno não se encaixa no perfil dos financiamentos públicos e apelar à iniciativa privada se mostra a melhor saída. Programas como a Fundaplub e o Validata oferecem ajuda para os estudantes, embora os juros sejam mais altos.

Um dos financiamentos mais conhecidos no país é o Crédito PraValer. É utilizado em mais de 300 faculdades brasileiras, atende cerca de 13 mil cursos e já ajudou mais de 35 mil alunos. Em Santa Catarina, 14 instituições particulares aceitam o PraValer.

O programa funciona de modo similar ao Fies, mas você começa a pagar já durante a faculdade. Basicamente, o PraValer paga sua mensalidade inteira, e você paga a parte que cabe no orçamento. O restante, só após a formatura.

O crédito pode ser solicitado a qualquer momento (não apenas no começo da faculdade) e os juros vão de 0% a 2,19% ao mês. No site do programa é possível fazer uma simulação de valores e duração dos financiamentos.

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