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Pegador de pênaltis

Goleiro Enderson, o menos vazado da Segundona, é trunfo do Brasil-Fa para tentar o acesso

Equipe enfrenta o Ypiranga na noite desta quinta-feira, em Farroupilha, pelo primeiro jogo da final do primeiro turno

03/04/2014 | 06h52
Goleiro Enderson, o menos vazado da Segundona, é trunfo do Brasil-Fa para tentar o acesso Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Enderson contabiliza 32 pênaltis defendidos em dez anos de carreira Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS
Um dos trunfos do Brasil-Fa para superar o Ypiranga no duelo em dois jogos que se inicia na noite desta quinta-feira, no Estádio das Castanheiras, é um goleiro que tem se mostrado tão seguro quanto bem humorado. Aos 26 anos, Enderson Morgenstern quer pedir música no Fantástico pelos três pênaltis que defendeu nos dois jogos que colocaram o Brasil na final do primeiro turno da Divisão de Acesso. O clube está a dois jogos de voltar à elite do Gauchão 15 anos após a queda. O segundo é dia 9, em Erechim.

— Pô, o pênalti defendido é o nosso gol. Por que não dão moral pros goleiros? _ pergunta.

A penalidade defendida nas quartas de final, contra o Tupi, e as duas que pegou nas semi, contra o Glória, não foram golpes de sorte. Com 1,91m, Enderson é um especialista que, da mesma forma que o atacante conta seus gols, contabiliza pênaltis defendidos na carreira . Em dez anos, foram 32, a maioria pelo Figueirense, clube em que se profissionalizou e defendeu por seis anos.

— Uma vez em um único torneio na base peguei nove pênaltis. Só contra o Grêmio foram quatro seguidos, eliminamos eles — lembra.

Segundo o goleiro, não há muito como explicar seu sucesso diante dos cobradores. É uma mistura de sorte, treino e até psicologia.

— Não é sorte, mas nem tudo é treino também. Conta muito saber analisar o batedor, sua situação emocional. A forma como ele enquadra o corpo também. Mas não tem uma receita a seguir — avalia.

Na campanha do Brasil na Segundona, Enderson é o goleiro menos vazado da competição. Foram apenas quatro gols sofridos em dez partidas. Na hora de comentar essa solidez, o goleiro considera que o mérito maios é dos colegas que protegem a sua meta:

— Acho que 70% é dos zagueiros e volantes, 30% é meu. É um conjunto em que, sem eles, eu não tenho como fazer nada. A defesa tem uma responsabilidade maior nesse desempenho. 

Se nos dois jogos contra o Ypiranga a defesa rubro verde não levar gols, o Brasil só precisa marcar um para estar de volta à elite. Se não marcar e o jogo for para os pênaltis, Enderson está mostrando que é parada indigesta para os cobradores. E independente da forma como tiver de ser conquistada, o goleiro tem certeza que a vaga ficará com o clube das Castanheiras: 

— Nossa confiança está alta não vem de agora, vem desde que começamos a pré-temporada. Estamos crescendo na competição e temos tudo para subir.

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