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Garagem bloqueada

Ônibus da Trevo não circulam nesta manhã em Porto Alegre

Conforme a EPTC, 10 linhas não funcionam na Capital, e lotações estão autorizadas a transportar passageiros em pé na Zona Sul

Atualizada em 18/07/2014 | 11h5018/07/2014 | 04h57
Ônibus da Trevo não circulam nesta manhã em Porto Alegre Carlos Macedo / Agência RBS/
Grupo de funcionários da Trevo bloqueia a saída de ônibus de garagem Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Um grupo de funcionários da empresa Trevo bloqueia a saída de ônibus da garagem da Rua Coronel Massot, na zona sul da Capital, desde a madrugada desta sexta-feira. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), 120 mil passageiros são afetados e 200 ônibus deixam de operar com a paralisação. O primeiro coletivo, da linha Serraria, deveria ter deixado o local às 3h48min — o que não aconteceu. Não há previsão para restabelecimento do serviço.

Com o bloqueio, 10 linhas não operam: 187 Padre Reus, 188 Assunção, 186 Liberal, 171 Ponta Grossa, 179 Serraria, 184 Juca Batista, 173 Camaquã, 178 Praia de Belas, 177 Menino Deus e 195 TV. Outras três linhas receberam apoio da Unibus para atender à população, porém, os intervalos entre uma viagem e outra são maiores do que os usuais: 340 Restinga - PUC, 286 Belém Velho e 264 Prado. A Brigada Militar acompanha a movimentação em frente à garagem da empresa.

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Cerca de 60 pessoas estão mobilizadas em função da demissão por justa causa de um funcionário. De acordo com o delegado sindical titular da Carris, Luís Afonso Martins, o colega teria sido demitido na quinta-feira ao retornar de uma licença. O grupo acredita que a dispensa possa ter sido uma retaliação à participação do funcionário demitido em greves. No local há duas viaturas da Brigada Militar e pelo menos seis policiais.

— Enquanto ele não for reintegrado, pode chover canivete que a gente não arreda o pé daqui — afirmou Maurício Barreto, integrante da Comissão de Negociação dos Rodoviários e funcionário do Consórcio STS, em entrevista à Rádio Gaúcha



Os lotações que cobrem a Zona Sul foram autorizados a transportar passageiros de pé (a tarifa é de R$ 4,40). A Trevo é a maior empresa do consórcio STS, responsável por 200 ônibus dos 470 do consórcio — cerca de 40%. Como não há alternativa para algumas regiões da Capital, a EPTC reforçou a frota das linhas da Carris T2, T4 e T11 para atender à parte da população prejudicada.

— Já fiz contato com a empresa solicitando que tentem negociar. Caso contrário, devem entrar com uma medida judicial para a desobstrução da garagem. É inaceitável que, sem comunicado, eles simplesmente tomem a decisão de parar, prejudicando a população que precisa de transporte. Muitas delas têm o transporte coletivo como única alternativa — disse o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.

Em nota, a empresa Trevo disse que, em abril deste ano, dois colaboradores brigaram em frente às instalações da empresa. Os funcionários foram demitidos por justa causa, como é a política da organização.

"Foi o que aconteceu com um deles naquele momento. O segundo, que estava em regime de benefício da Previdência Social, foi desligado ontem. O Judiciário já concedeu interdito proibitório que foi entregue à Brigada Militar que afirma que só agirá se houver violência", completa o texto.

Confira ao vivo a situação do trânsito em Porto Alegre:

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