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Despedida

'Parece que estamos em um pesadelo', lamenta parente de família morta em Garibaldi

Velório ocorre nas capelas do bairro Ouro Verde, em Bento, onde família vivia

14/07/2014 | 11h00
'Parece que estamos em um pesadelo', lamenta parente de família morta em Garibaldi Roni Rigon/Agencia RBS
Cleiton Skibinski, 19 anos, é consolado por amigos no velório da família Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Amparado por familiares e em estado de choque, o jovem Cleiton Skibinski, 19 anos, lamentava no velório a perda da mãe, Janete Terezinha Batista Ribeiro, 39, e irmã, Luana Ribeiro Hartmann, 12, além do pai adotivo, Milton Hartmann, 43, que foi responsável pela criação do estudante desde os dois anos. Skibinski se recuperava da morte do pai biológico, ocorrida há dois meses.

O acidente aconteceu após o casal retornar de uma viagem de Boa Vista do Sul. A decisão de ir visitar uma amiga naquela cidade aconteceu na manhã do domingo. O casal até chegou a convidar Cleiton e a namorada, Caroline Lazzarotto da Costa, para acompanhar no passeio. Mas os enamorados preferiram aproveitar o domingo na casa de Caroline.

— A Janete disse: vou preparar o chimarrão e não se preocupem que antes das 16h estou em casa. Eles queriam ver a final da Copa do Mundo — lembra Caroline.

>> Vítima do acidente na RSC-470, em Garibaldi, segue em estado grave

A trágica notícia chegou enquanto os dois jovens assistiam ao jogo de Argentina e Alemanha. Após serem comunicados da morte dos três familiares, o restante da família, espalhada em cidades como Alpestre, São Martinho e Chapecó foi avisada.

— Não caiu a ficha ainda. Parece que estamos em um pesadelo — definia a jovem.
Sair aos domingos e passear de carro para visitar amigos era a atividade preferida do casal, lembra a nora. Eles estavam sempre rodeados de amigos e costumavam participar de bailes no CTG Laço Velho, do bairro São Roque. Durante a semana, Milton trabalhava como soldador da empresa Rodotécnica. Os funcionários da empresa onde ele trabalhava há dois anos estavam inconformados com a perda do colega e amigo.

— O Miltão era um cara muito alegre. Com ele não tinha tempo ruim. Gostava de contar histórias, de nos fazer rir. Ninguém acredita ainda que ele se foi — conta o colega Lauro de Fontoura Santos, 46 anos.

A última vez que conviveu com os colegas foi no sábado pela manhã. Ele ainda não tinha certeza de que iria viajar no domingo.

— Eu disse pra ele no fim do expediente: 'vai com Deus, Miltão'. Nós sempre nos desejávamos essa paz no fim do trabalho — resume Santos.

Luana frequentava a sexta série do Colégio Dona Isabel, do bairro São Roque. A direção da instituição levará os colegas de sala de aula para o velório no turno da tarde. Luana era bastante ligada ao irmão Cleiton e adorava desenhar.

— Ela era muito meiga, doce. Fazia de tudo para estar com as amigas. Quando estava em casa, desenhava filtros dos sonhos — lembra Caroline, namorada de Cleiton.
Janete era dona de casa e se recuperava de uma cirurgia nas costas. Ela não dispensava o bom chimarrão.

Os três serão sepultados às 16h no Cemitério Parque Jardim do Vale.

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