Versão mobile

Muito a resolver

Quais são os grandes desafios de Picoli na segunda passagem como técnico do Juventude

Treinador deve ser apresentado nesta quarta-feira no Jaconi

30/07/2014 | 06h41
Quais são os grandes desafios de Picoli na segunda passagem como técnico do Juventude Juan Barbosa/Agencia RBS
Na primeira passagem, Picoli permaneceu no Jaconi por pouco mais de um ano Foto: Juan Barbosa / Agencia RBS

Na sua segunda passagem como técnico do Juventude, Picoli terá de encontrar respostas para problemas que ficaram evidentes nos últimos jogos e que foram sinalizados durante 2014 no Alfredo Jaconi:


A retomada do fator Jaconi

Um dos principais fatores da campanha de Picoli na primeira passagem como treinador foi a campanha como mandante. Após a derrota para o Inter, nas quartas de final da Taça Farroupilha, o time não perdeu mais. A invencibilidade se manteve quando Lisca assumiu o comando e só teve fim na Copinha de 2013.
Neste ano, a história tem sido bem diferente. As duas últimas derrotas na Série C foram o ápice de uma campanha de atuações abaixo do esperado e que, em nenhum momento, deixaram a papada confiante dentro dos seus domínios. E, sem o torcedor 100% ao seu lado, o Juventude perdeu uma das suas armas principais. O medo que o Jaconi trazia aos adversários desde os tempos da Série A.

Recuperação técnica

Picoli conhece bem o grupo alviverde. Em especial, duas peças: Rafael Pereira e Jardel. Ambos foram fundamentais na primeira passagem do treinador pelo Jaconi. Eram referências e lideranças técnicas da equipe. Por coincidência, os dois não vivem seus melhores momentos no clube.
O zagueiro, mesmo sendo o capitão, passou a ser questionado por alguns erros nos últimos jogos. Já o volante, titular em poucos jogos do Gauchão, está na reserva e nem de perto lembra o jogador versátil e boa chegada na área que foi fundamental ao marcar dois gols nas finais da Copa Laci Ughini.

Controle do vestiário

O mau momento na retomada da Série C exige uma mudança de postura. A expulsão de Macena contra o Madureira foi um exemplo claro de descontrole. O momento será de fechar o vestiário, conversar com os líderes do time e passar confiança ao grupo. A alteração na comissão técnica sempre costuma refletir de alguma forma e para que a equipe volte a render, esse primeiro momento será fundamental.

Motivação pós-Copa

O Juventude vinha bem até a parada da Copa do Mundo. Se as atuações não eram brilhantes, os resultados foram conquistados e o time fechou a primeira parte da competição na segunda posição. Nos dois duelos contra Guaratinguetá e Madureira os problemas táticos se evidenciaram e tecnicamente muitos jogadores deixaram a desejar. Recuperar a confiança destes atletas é um dos grandes desafios do comandante, conhecido pelo pulso firme e pelo bom relacionamento com os atletas.

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.