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Paralisação anunciada

Rodoviários anunciam operação tartaruga para esta quinta-feira na Capital

Categoria promete operação para o horário de pico nas principais vias de Porto Alegre

Atualizada em 31/07/2014 | 01h2030/07/2014 | 20h38
Rodoviários anunciam operação tartaruga para esta quinta-feira na Capital Mauro Vieira/Agencia RBS
Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS
Um grupo de rodoviários promete realizar a chamada operação padrão, ou operação tartaruga,  nos turnos da manhã e da tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre. Em nota divulgada nesta quarta-feira, os manifestantes informam que as ações irão ocorrer "nos picos da manhã e da tarde, nos horários das 7h às 9h e das 17 às 19h, nos principais eixos da Capital". O alerta é a sequência de outra nota, veiculada na última segunda-feira, em que o grupo prometia retomar as mobilizações da categoria na Capital.

— Será o primeiro de quantos dias forem necessários até que nossas reivindicações tenham eco junto a patronal — afirmou o delegado sindical da Carris, Alceu Weber, que assina a nota elaborada pelo movimento.

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Os trabalhadores do transporte coletivo se dizem insatisfeitos com as negociações do dissídio coletivo, pedem o fim do banco de horas e questionam demissões que consideram injustas.  Além disso, também reclamam do número de multas aplicadas pela Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) a motoristas e cobradores, considerado abusivo pela categoria. Na nota, Alceu alega que as penalizações são fruto da necessidade de os motoristas andarem mais rápido que o permitido para cumprir horários "mal planejados" pelas empresas, em um processo classificado como "bola de neve".

Impasse sobre demissão iniciou a polêmica

O estopim para a retomada das manifestações pelo grupo de rodoviários é o impasse quanto à demissão de um funcionário da Trevo, no último dia 17. Adaílson de Lima Rodrigues foi demitido por justa causa por uma briga que ocorreu no dia 28 de abril, em frente à garagem da empresa. O grupo de rodoviários afirma que a demissão teve motivos políticos.

Adaílson alega que estava participando de uma campanha de eleição da Cipa da empresa quando um outro funcionário o agrediu com um capacete e os dois caíram. Para ele, a empresa viu o episódio como oportunidade para demitir os dois, que haviam participado da greve no início do ano.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) havia sugerido à empresa cancelar a demissão por justa causa e converter em demissão regular, com o pagamento de todos os direitos rescisórios, ou readmitir o trabalhador e instruir um processo administrativo para investigar a agressão entre colegas. A empresa não aceitou nenhuma das alternativas.

— Queremos que seja feita justiça na avaliação de concessão da tutela antecipada, que garantiria (a Adailson) o direito de ele voltar a trabalhar enquanto a questão é discutida juridicamente — afirmou Weber.

Confira a nota na íntegra divulgada nesta quarta-feira

NOTA GERAL RODOVIÁRIOS

Reunidos na manhã e tarde de hoje (
quarta-feira) Rodoviários definem que os protestos se darão na forma de OPERAÇÕES PADRÃO, haja vista, que somente este ano os motoristas e cobradores somados ultrapassam o total de 600 multas de trânsito, acumulando a média de 2,85 multas por dia a um custo médio mensal de R$ 1.285,71. As tripulações serão orientadas quanto a forma correta de proceder em operações padrão, bem como, da importância de fugir deste processo "bola de neve" que é ficar correndo no intuito de atingir uma etapa impossível de se cumprir, à exemplo dos horários mal planejados das empresa, contando inclusive, com o aval da EPTC, que mesmo sabendo da precariedade de tais horários, permite que sejam liberados a serem "realizados" pelas tripulações. Esta irresponsabilidade é no mínimo vexatória, pra não dizer criminosa, pois está põe em risco todos que circulam nas vias, seja ele cidadão, ciclistas, passageiro e/ou terceiro em seu veículo particular.

A operação padrão se dará no principais eixos de Porto Alegre e seu intuito é, CFE (
conforme) nota anterior (28 de Julho), buscar alternativas para aplicar de vez o dissídio coletivo deste ano, extinguindo de vez com o banco de horas. E buscando uma solução definitiva para o impasse destas demissões políticas que visam apenas darem fim a uma a força de mobilização que a categoria possui e por esse motivo não cessará em buscar seus direitos. Por fim, devemos compreender, que as empresas que ainda não executam as compensações devidas dos dias de greve é porque sequer fizeram qualquer esforço nesse sentindo, fazendo um certo "corpo mole" e, com isso, seguindo com os descontos e compensações como se o banco fosse eterno!

A operação se dará a partir de amanhã (
quinta-feira) nos picos da manhã e da tarde, nos horários das 7h às 9h e das 17h às 19h, nos principais eixos da Capital.

Alceu Weber

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