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Debate

Investida do Bom Senso consegue adiar votação da Lei de Responsabilidade Fiscal dos clubes

Discussão sobre o teor do projeto com governo é estendida e votação será após a eleição

05/08/2014 | 18h32
Investida do Bom Senso consegue adiar votação da Lei de Responsabilidade Fiscal dos clubes Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução / Facebook

Insatisfeito com o teor atual da Lei de Responsabilidade do Esporte, o Bom Senso F.C. enviou uma "força-tarefa" à Brasília e conseguiu o objetivo de evitar a votação na Câmara — a toque de caixa, como queriam a bancada da bola e os clubes — do projeto que parcela as dívidas das agremiações com a União. Agora, a apreciação deve ocorrer só depois da eleição, em outubro.

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Se um grupo de jogadores passou cerca de três horas com os deputados Romário (PSB-RJ) e Otávio Leite (PSDB-RJ) para apresentá-los as emendas requisitadas ao texto, outra parte sentou-se com o secretário de Futebol do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento, além de representantes da Casa Civil, Advocacia-Geral da União e presidência, para negociar a inclusão de pontos defendidos pelos atletas, a fim de evitar que entre em vigor uma lei que na visão do Bom Senso é frouxa no controle do compromisso dos clubes em manter as contas em dia durante o ano todo.

O governo entrou em acordo com o Bom Senso para avaliar a viabilidade das propostas e enviar um parecer sobre elas no começo da próxima semana. A partir de então, em cerca de 15 dias, a análise será repassada ao clubes.

— Vamos dizer a eles o que é mais simples ou inteligente a se fazer. No fim da outra semana vamos sentar — governo, clubes e Bom Senso — para achar um denominador comum — explicou Toninho Nascimento.

Mesmo com a ida do Bom Senso a Brasília, a expectativa é que as lideranças dos partidos entrem em acordo para que os deputados aprovem na sessão desta terça-feira, que ainda está em curso, a urgência da aprovação da Lei de Responsabilidade para que, com as arestas aparadas entre as partes interessadas, o projeto possa ser votado.

— A ideia é aprovar logo a urgência, porque o futebol brasileiro precisa — completou Toninho.

Quem não gostou do adiamento foi o deputado Otávio Leite, autor do substitutivo ao projeto original do Proforte.

— Isso vai permitir que os clubes saiam de uma situação caótica do ponto de vista financeiro. O 7 a 1 parece que não funcionou para o governo brasileiro. Era hora de colocarmos em votação, apresentar o projeto em plenário e os deputados colocassem emendas. Debatemos hoje mesmo com o Bom Senso durante três horas, várias ideias apareceram. Com a soberania do plenário, colocaríamos um ponto final em um tema que a sociedade clama. Vamos permanecer com essa estratégia de organização futebolística que nos levou ao fracasso? A equação sugerida do ponto de vista financeiro e tributário é perfeita. Falta o governo colocar sua base para debater e discutir. Como relator, lamento, porque é fruto de profunda discussões. Se não conseguirmos votar agora, vamos votar o mais breve possível — afirmou o parlamentar, durante a sessão da Câmara desta terça.

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