Versão mobile

Opinião

Rosane de Oliveira: situação das finanças se agrava no Rio Grande do Sul

07/08/2014 | 04h21
Os números apresentados nessa quarta-feira pelo governador Tarso Genro na reunião-almoço Tá na Mesa, da Federasul, reforçam a preocupação com o esgotamento das fontes de financiamento do Estado a partir de 2015. Tarso garantiu que não há risco de atrasar salários no seu governo, ironizou os adversários que preveem o contrário e até anunciou o pagamento do 13º salário nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, mas reafirmou que, se não houver renegociação da dívida, o próximo governador será um mero pagador de salários.

Sem ter como reduzir os gastos com previdência e folha de pagamento, os investimentos continuarão dependendo de empréstimos que o Estado só poderá tomar se renegociar a dívida. A outra aposta de Tarso é no crescimento do PIB do Rio Grande do Sul em improváveis 4,5% ao ano para aumentar a arrecadação.

O cenário hoje é de tirar o sono dos candidatos à cadeira do secretário da Fazenda, Odir Tonollier. A receita dos Estado cresceu 5,5% no primeiro trimestre, mas teve forte queda no segundo e, no acumulado do ano, está apenas meio por cento acima de 2013, muito distante da meta da pasta. O Estado já sacou R$ 6 bilhões dos depósitos judiciais – dinheiro que terá de ser devolvido em algum momento. Parte desses recursos está no caixa único para ser usada no pagamento de salários nos próximos meses.

O governador avisou que, para não sacrificar programas sociais, vai continuar usando os depósitos judiciais “até o limite do que a lei autoriza”, o que significa 85% do saldo. E justificou o saque de R$ 6 bilhões mostrando que pagou R$ 2,7 bilhões em RPVs e R$ 1,7 bilhão em precatórios e está investindo 12% na saúde. Disse que sua antecessora pagou R$ 1 bilhão em RPVs e R$ 153 milhões em precatórios e não chegou a 8% da receita na saúde.

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.