Problemas no caminho

Sindicato teme faltar motoristas para escoar a safra de verão

No Paraná, empresas passaram a contratar até estrangeiros para não deixar caminhões parados

18/03/2014 | 12h59
Sindicato teme faltar motoristas para escoar a safra de verão Tadeu Vilani/Agencia RBS
Setcergs estima que faltem cerca de 10 mil trabalhadores para a setor no Estado Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

A falta de motoristas profissionais pode se colocar como mais um problema para o escoamento da produção recorde que deve ser colhida no Estado nesta safra de verão. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs), faltam cerca de 100 mil trabalhadores para a área no país — e 10 mil nas estradas gaúchas.

— Teremos muita dificuldade em escoar a safra. Há uma carência natural no setor, que se agrava — explica o presidente do Setcergs, Sérgio Gonçalves Neto.

Em outros Estados, a solução encontrada tem sido a contratação de mão de obra estrangeira. No Paraná, as empresas estão buscando caminhoneiros na Colômbia para trabalhar nas rodovias paranaenses. Desde que os primeiros profissionais chegaram, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná já recebeu 230 currículos.

Por aqui, a ideia não deve ganhar força. Outras alternativas estão sendo adotadas para tentar suprir a carência.

— Estamos buscando no mercado, com o atrativo salarial — diz Gonçalves Neto, acrescentando que há empresas pagando até R$ 4 mil por mês.

Outra solução, já proposta no ano passado, também pode vingar. Seria a utilização de recrutas que estão dando baixa no Exército. O impacto da falta de motoristas aparece no frete, que no início do mês registrou alta de 14% no Estado.

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