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Quando iniciar o manejo contra plantas daninhas na cultura do arroz?

Produtor deve adotar medidas pré, durante e pós safra para evitar espécies difíceis de ser controladas

20/05/2017 - 07h30min | Atualizada em 20/05/2017 - 07h30min

Responde: Sylvio Henrique Bidel Dornelles, Chefe do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e integrante do Wolf Team

P ara que a lavoura não sofra por conta das plantas daninhas, é necessário um programa de manejo que contenha medidas pré, durante e pós safra. Com isso, busca-se reduzir o banco de sementes das espécies mais difíceis de serem controladas, como o arroz vermelho, tiriricas e o capim arroz. As plantas daninhas podem ser manejadas ou controladas por meio de prevenção, manejo cultural, controle biológico, mecânico e químico. A estratégia mais adequada é a integração das medidas. Para isso, é preciso tomar alguns cuidados para um cultivo saudável e de qualidade.

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É no começo de vida que as plantas estão definindo o número de perfilhos e panículas por vegetal, o tamanho e a quantidade de grãos por panícula, a ocorrência de plantas daninhas provoca a menor disponibilidade de nutrientes. Os recursos que mais frequentemente são passíveis de competição são nutrientes minerais essenciais, luz, água e espaço. As principais espécies competidoras na cultura do arroz são fisiologicamente mais eficientes, possibilitando um maior aproveitamento dos recursos do meio. Gramíneas são exigentes em nitrogênio, fundamental para o perfilhamento da cultura, portanto, quando as plantas daninhas utilizam parte considerável desse nutriente disponível, a produtividade acaba sendo prejudicada.

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