Concorrência acirrada

Teste: Nokia Lumia 800 entra na guerra dos smartphones

Experimentamos o celular da Nokia que veio para competir com o iPhone

18/04/2012 | 07h31
Teste: Nokia Lumia 800 entra na guerra dos smartphones Lívia Stumpf/Especial
Tela de 3,7 polegadas torna confortável o acesso a documentos e jogos Foto: Lívia Stumpf / Especial

O design é caprichado, com linhas elegantes num corpo de policarbonato fosco, mas o grande atrativo do Nokia Lumia 800, testado por Zero Hora durante sete dias, é o sistema operacional, Windows Phone 7.5 (Mango). Quem conhece ou utiliza smartphones com o software anterior, Symbian, terá uma boa surpresa com as melhorias que a mudança proporciona.

A tela inicial tem ícones grandes, em forma de quadrados e retângulos, que podem ser reorganizados segundo a vontade do usuário. Se quero um botão para um contato da agenda, um aplicativo ou um ponto de um mapa, por exemplo, posso fixá-los no menu com facilidade. Mudar a cor da tela ou dos blocos para facilitar a visualização também é uma alternativa.

Confira, abaixo, o teste ZH com o novo celular Nokia:

O telefone é leve: pesa 142 gramas. A tela, de 3,7 polegadas, torna confortável a experiência para dois dos maiores diferenciais do Windows Phone: editar documentos no pacote Office mobile e curtir os jogos com amigos no Xbox Live.

A câmera de 8 MP, com lente Carl-Zeiss e Flash Led, com opções automática e manual, tira fotos de qualidade razoável e diverte os amadores, como eu, com as diferentes opções de saturação de cor e exposição à luz. A câmera está localizada na parte de trás do aparelho, mas tem a vantagem de poder ser acionada por um botão lateral a qualquer momento da operação do celular, o que facilita na hora de captar momentos inesperados. Também é possível gravar vídeos em MPEG-4.

Os problemas do Nokia 800 se concentram em dois pontos: a baixa duração da bateria e o número limitado de aplicativos representativos na loja Marketplace.

Quanto à bateria, o tempo máximo de conversação e uso de dados é 9,5 horas. No período de uso mais intenso do celular, entre Wi-fi e 3G, com o download de aplicativos e utilização de redes sociais e jogos, usei a bateria sem carregar por 13 horas. Prepare-se para levar o carregador sempre à mão.

No que se refere aos aplicativos, há menos opções do que na App Store e na Google Play e menos avaliações de usuários para ajudar a escolher. No entanto, apps de grande apelo, como Facebook e Twitter têm navegação simples e rápida.

Apesar do processador de 1.4 GHz, ser simples e não duplo, ele roda aplicativos mais pesados como jogos sem travamentos ou engasgos. O preço é de top de linha, R$ 1.699 na loja online da Nokia, mas não há dúvidas de que é uma boa opção, competitiva com iPhones e Galaxys, especialmente para os saudosos da qualidade de hardware da Nokia.

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.