Negócio nos ares

Voos regionais da NHT devem ser mantidos

Empresa confirma venda para um grupo catarinense

18/05/2012 | 12h54

O Grupo JMT confirmou a venda da NHT Linhas Aéreas para a empresa catarinense Acauã, com sede no balneário Camboriú. O valor não foi confirmado. As negociações correm desde o início deste ano e foram fechadas nesta semana. O negócio ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), cuja solicitação foi protocolada nesta sexta-feira. Em 30 dias, a NHT mudará, oficialmente, de mãos.

Durante o acordo, o empresário Jorge Barouki, proprietário da Acauã, teria confirmado que manterá os voos atuais da NHT, inclusive as ligações com o interior do Rio Grande do Sul. As frequências não mudarão. O motivo é a rentabilidade e o potencial de crescimento das linhas entre Porto Alegre e cidades como Pelotas, Rio Grande e Santa Maria. Inicialmente, a sede da NHT será mantida em Porto Alegre.

Entretanto, alguma linhas pouco rentáveis poderão ser suspensas. Os novos controladores pretendem ampliar a frota, adquirindo quatro aviões de maior capacidade. Devem ser comprados modelos Embraer EMB-120 Brasília, com capacidade para 30 passageiros. A criação de voos ligando o Rio Grande do Sul e cidades industriais no interior de Santa Catarinas deve ser considerada. Da mesma forma, devem ser lançados mais voos com destino ao aeroporto de Congonhas (SP).

— Com a concretização do negócio, o grupo JMT irá focar seus negócios em transporte de passageiros, cargas e em revenda— afirma Reinaldo Herrmann, diretor-geral do grupo JMT.

Parte do valor da venda da NHT deve ser utilizado para ampliar a frota da Planalto, que opera com transporte terrestre. Nos últimos dois anos, a empresa comprou cerca de 100 novos ônibus da Marcopolo, com o custo de R$ 700 mil cada. Há um investimento em andamento na abertura de um centro de encomendas em São Paulo.

A NHT foi fundada em 2006, fazendo a ligação entre 15 municípios nos estados da região sul e no aeroporto de Congonhas. Conta com 6 aeronaves e mais de 100 colaboradores diretos. A empresa diz que não haverá demissões com a venda ao grupo catarinense.

A Acauã é ligada ao grupo Vit Solo, que faturou cerca de R$ 90 milhões de reais no ano passado, quase 50% a mais do que no ano anterior. A empresa presta serviços para companhias aéreas brasileiras, fazendo limpeza de aeronaves e transporte de bagagens.

 
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