Fisl13

Fundador do Partido Pirata vê Brasil como líder na defesa da liberdade na internet

Rick Falkvinge foi uma das atrações principais no primeiro dia do Fórum Internacional Software Livre

25/07/2012 | 15h29
Fundador do Partido Pirata vê Brasil como líder na defesa da liberdade na internet  Emílio Pedroso/Agencia RBS
Rick Falkvinge, fundador do Partido Pirata da Suécia, palestrou no primeiro dia do Fisl13 Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

 Pontual e com um figurino único (camisa azul e terno escuro completo) dentro do descontraído ambiente do Fisl, Rick Falkvinge iniciou sua palestra no Fórum Internacional Software Livre com uma pergunta típica de suas apresentações:

— Quantos aqui já ouviram falar do Partido Pirata da Suécia?

Cerca de dois terços do auditório ainda não lotado (a capacidade é de mais de 500 pessoas) levantam a mão, proporção que Falkvinge garante ser sempre a mesma, em todos os lugares do mundo onde tem falado. Como sempre, segue com a pergunta que arranca risos da plateia:

 — Quantos de vocês conhecem outros partidos da Suécia?

A partir daí, enquanto o público começa a tomar seu lugar, Falkvinge faz um mergulho pela história das liberdades civis e das instituições ameaçadas em períodos de disseminação de novas tecnologias de conhecimento. Para ele, indústrias como a do cinema e da música estão hoje sofrendo um processo pelo qual a Igreja Católica passou no surgimento da imprensa: a popularização do acesso e da capacidade de reprodução desse conhecimento colocam em xeque o poder instituido quando essas tecnologias ainda não existiam.

Falkvinge dedicou o final da sua palestra para comentar o papel do Brasil como líder na consolidação de uma cultura digital livre, elogiando iniciativas como o Marco Civil da Internet:

— Enquanto a Europa faz o possível para seguir os Estados Unidos em seus fracassos, o Brasil está muito avançado na percepção da internet como ferramenta para permitir que as pessoas exercitem o melhor de suas capacidades. O Brasil pode criar leis que incentivem o software livre, que desafiem os direitos autorais, que protejam a imunidade do mensageiro (os provedores de serviço de internet) e a neutralidade da rede. O Marco Civil é o primeiro do mundo a reconhecer que o acesso à internet é um requisisto para o exercício da cidadania.

Depois de uma hora exata de palestra, Falkvinge posou para uma foto com representantes do Partido Pirata brasileiro, que será fundado oficialmente em Recife nos próximos dias.

 
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