Pampa do silício

Programa busca atrair startups para o Rio Grande do Sul

Governo e iniciativa privada unem esforços para criar ambiente favorável a empresas inovadoras

31/12/2013 - 05h02min
Programa busca atrair startups para o Rio Grande do Sul Adriana Franciosi/Agencia RBS
Intenção é atrair empresas com propostas inovadoras, que possam gerar altos ganhos com baixo investimento Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS  

Seguindo os passos de Minas Gerais e Rio de Janeiro, o governo gaúcho com apoio de empresários locais, pretende lançar um programa para atrair empresas de tecnologia para Porto Alegre. A ideia é criar um ambiente que seja referência em inovação e, com sorte, tornar a capital gaúcha o novo Vale do Silício, berço de companhias que nasceram nanicas mas que hoje são colossais, como Google e Apple.

O valor para tirar o projeto do papel ainda é incerto, mas deve ficar perto de R$ 20 milhões, cifra modesta se comparada com o faturamento de qualquer gigante da internet.

Entenda como deverá funcionar o projeto gaúcho

A iniciativa vem na esteira do programa Startup Brasil, criado no início de 2013. Ao dar dinheiro para as empresas de tecnologia iniciantes, mas não definir um local para que se estabelecessem, o governo federal acabou criando uma competição entre os Estados, que agora tentam oferecer benefícios extras para atrair bons negócios.

A aposta é que, ao colocar empreendedores de diferentes regiões em contato diário — seja em um mesmo bairro ou prédio —, haja aumento no volume de negócios e seja criado um ambiente de inovação que possa a ser referência no continente. A partir daí, outras startups viriam de forma espontânea. Até agora, isso ainda não ocorreu no país.

Além de evitar que boas ideias migrem para outras regiões, a proposta do programa gaúcho, cuja data de lançamento ainda está indefinida, é conquistar companhias de outras regiões do planeta, como já acontece em países como Israel e o vizinho Chile.

Cleber Prodanov, secretário estadual da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, diz que, em janeiro, serão realizadas as primeiras reuniões para definir o financiamento do programa, mas adianta que a ideia não é tornar o governo protagonista:

— Já recebi ligações de empresários interessados em participar. Trabalharemos para atrair mais investidores.

Diego Remus, sócio da Startupi, empresa com sede em São Paulo e que promove interação entre inovadores e investidores potenciais, vê com entusiasmo a iniciativa, mas lembra que inovação não se dá por decreto.

— O empresariado precisa entrar de cabeça. Outro ponto determinante para o sucesso é a escolha de bons mentores. Só funciona se tiver gente boa ajudando gente boa — afirma.

 
 
 
 
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