Paralisação no Estado

Correios e sindicato divergem sobre adesão à greve no Rio Grande do Sul

Empresa garante que os serviços ainda não estão sendo prejudicados com a paralisação

30/01/2014 | 16h53
Correios e sindicato divergem sobre adesão à greve no Rio Grande do Sul Lauro Alves/Agencia RBS
Nesta quinta, funcionários dos Correios fizeram manifestação em frente à sede da empresa na Capital Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), deflagrada na madrugada desta quinta-feira, não está afetando os serviços postais e o atendimento à população até o momento, de acordo com a empresa. Segundo levantamento dos Correios, no Rio Grande do Sul, dos 8,6 mil funcionários da estatal, 1,3 mil não compareceram no local de trabalho.

A empresa ainda estima que boa parte das ausências de trabalhadores nesta quinta-feira se deve não à paralisação da categoria, mas sim à greve dos rodoviários em Porto Alegre  — que tirou os ônibus de circulação e impediu funcionários de se locomoverem pela cidade. Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RS (Sintect-RS) garante que 70% dos empregados da estatal aderiram à mobilização e estão de braços cruzados.

Dos 35 sindicatos da categoria no país, estão em em greve, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect): Amazonas, Campinas, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná , Santa Catarina, São José do Rio Preto, Vale da Paraíba e Rio Grande do Sul.

Mais Estados farão assembleias nesta quinta à noite.

Primeiro dia tranquilo

Os Correios destacam que todas as suas agências e Centros de Distribuição Domiciliar (CDD) no Estado estão abertos e funcionando normalmente, nesta quinta. Serviços como o Sedex também não foram prejudicados pela paralisação e não há registro de atrasos nas entregas de encomendas e correspondências aos clientes.

Em caso de necessidade, os Correios farão uso de um plano para garantir a continuidade dos serviços, que inclui a realização de horas extras, mutirões para entrega nos fins de semana e deslocamento de empregados entre as unidades.

Preste atenção

Consumidores devem ficar atentos para não atrasar o pagamento de contas, mesmo que os serviços postais sejam prejudicados com a greve nos próximos dias. Segundo o Procon Estadual, os clientes devem contatar os fornecedores de produtos e serviços, buscando outros mecanismos para quitar as faturas.

Além dos serviços de pagamento pela internet, os clientes podem buscar a emissão de uma nova fatura nos sites dos fornecedores de serviços. O diretor do Procon Estadual, Cristiano Aquino, ressalta que os consumidores tem que ficar atentos a essas outras possibilidades.

— O consumidor tem que ir atrás, não pode se redimir da responsabilidades — afirma Aquino.

Ele afirma, no entanto, que clientes que se sentirem lesados pelo atraso de alguma encomenda poderão procurar ressarcimento da empresa posteriormente.

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