Bom início

Indústria vai bem e puxa crescimento das exportações do Rio Grande do Sul em janeiro

De acordo com balanço da Fiergs, as vendas externas cresceram 4% ante o mesmo mês de 2013

13/02/2014 | 16h53

As exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,1 bilhão em janeiro, o que representou um crescimento de 4% ante o mesmo mês de 2013, de acordo com dados da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O resultado positivo foi puxado pela expansão da indústria (21,3%), totalizando US$ 1,04 bilhão. Já os produtos básicos tiveram uma queda de 85,3% e atingiram US$ 21 milhões, sendo que o arroz foi a principal mercadoria embarcada.

O bom desempenho da indústria foi proporcionado pela ampliação das vendas externas de Produtos Alimentícios (47,5%) e de Máquinas e Equipamentos (37,9%). Ao enviarem para o Exterior farelo de soja e partes e peças para colheitadeiras, esses setores responderam por 41% do total exportado pelo Estado.

—São avanços importantes em dois dos segmentos mais representativos da pauta externa da indústria do Estado. No entanto, houve apenas uma recuperação parcial do patamar verificado no início de 2012 —afirmou o presidente Fiergs, Heitor José Müller, destacando que ainda estão 4,6% e 28,9%, respectivamente, abaixo do nível daquele ano. A perspectiva para os setores é positiva em 2014 em decorrência do aumento esperado no processamento de soja e da desvalorização do câmbio em relação ao ano passado.

No que se refere aos destinos das exportações totais gaúchas, a Argentina ficou na primeira colocação ao elevar em 3,1% os seus pedidos. Os Estados Unidos garantiram a segunda posição ao ampliarem suas importações em 9,8%, em especial de tabaco não-manufaturado. Na sequência vem o Paraguai, que incrementou em 140,7% as compras, principalmente de óleo diesel.

As importações totais tiveram queda de 5,7% em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2013, somando US$ 731 milhões. A maior queda foi verificada em Bens de Consumo Duráveis (-25,7%) devido à retração de veículos automotores (-28,7%), em parte influenciada pelo aumento do IPI.

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