Pleno emprego

Desemprego em Porto Alegre é o menor do Brasil em fevereiro, aponta IBGE

Capital gaúcha tem 3,3% de desocupados, taxa 0,5 ponto percentual maior do que em janeiro

27/03/2014 | 11h04
Desemprego em Porto Alegre é o menor do Brasil em fevereiro, aponta IBGE Roberto Scola/Agencia RBS
Setor que mais emprega na região metropolitana de Porto Alegre é a indústria Foto: Roberto Scola / Agencia RBS

Porto Alegre é a capital com menos desempregados do Brasil. Apesar do crescimento de 0,5 ponto percentual, chegando a 3,3%, a taxa de desocupação da capital gaúcha manteve-se na ponta de baixo da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro. O percentual é inferior ao registrado em fevereiro do ano passado, quando havia 3,9% de desocupados na cidade.

Pesquisa do Dieese apontou que, em janeiro, Porto Alegre teve a menor taxa de desemprego desde 1992

No conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE – além de Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Salvador –, a taxa de desocupação foi estimada em 5,1%. É a menor taxa de desocupação do Brasil, desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2002. Em relação a janeiro, houve leve aumento de 0,3 ponto percentual. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve queda de meio ponto percentual. No total, a estimativa de pessoas desocupadas no País é de 1,2 milhão de pessoas.

Em 2013, a taxa de desemprego na capital gaúcha foi a menor em 20 anos

A média de rendimento do trabalhador brasileiro cresceu em fevereiro. Se em janeiro esse valor era de R$ 2.000,53, cresceu para R$ 2.015,60 em fevereiro. Na região metropolitana de Porto Alegre, esse valor é menor, chegando a 1.969,40 em fevereiro. Os maiores salários na capital gaúcha são de militares e funcionários públicos estatutários (R$ 3.655,60, na média). Os menores vão para empregados de serviços domésticos, que ganham, em média, R$ 925,30 – o valor, no entanto, é 11,3% maior do que a média salarial desses empregados em fevereiro de 2013.

Na capital gaúcha, os setores que mais recebem trabalhadores são a indústria (21,2%), o comércio (18,7%) e a educação, a saúde e a administração pública (que, juntos, abrangem 18,3% dos empregados). Grande parte desses trabalhadores (52,3%) são empregados com carteira assinada do setor privado. Autônomos representam 16,2% e ocupam a segunda colocação. No Brasil, o comércio lidera a lista, com 18,6% dos trabalhadores.

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