Embarques para o Exterior

Exportações do Rio Grande do Sul recuaram 5,8% em fevereiro, segundo a Fiergs

Mesmo com a queda no volume de importações, balança comercial ficou negativa em US$ 530 milhões.

18/03/2014 | 16h15
Exportações do Rio Grande do Sul recuaram 5,8% em fevereiro, segundo a Fiergs Arquivo/Divulgação,Souza Cruz
A China foi o principal destino dos produtos gaúchos em fevereiro Foto: Arquivo / Divulgação,Souza Cruz

As exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,02 bilhão em fevereiro, o que representou uma queda de 5,8% ante o mesmo período de 2013. O saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 530 milhões.

"Este resultado é preocupante, pois ocorreu em um mês com fatores positivos, tais como dois dias úteis a mais e uma desvalorização média do câmbio de 20,8%. Essa falta de competitividade dos nossos produtos tem gerado a perda de importantes mercados no exterior", destacou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, em nota divulgada à imprensa.


Tanto os produtos básicos (-31,5%) quanto o setor industrial (-1,4%) pesaram negativamente, sendo o último responsável por 87,3% de tudo que o Estado enviou ao Exterior. Devido a sua relevância na pauta gaúcha (20,1%), o segmento de Produtos Alimentícios exerceu a maior influência negativa ao reduzir em 23,8% os embarques. O desempenho também foi ruim em Produtos de Metal (-23,9%) e Tabaco (-17,3%).

Destaques positivos vieram dos Produtos Químicos (25,6%) e Couro e Calçados (9,2%).

No que se refere aos destinos das exportações totais do Rio Grande do Sul, a China ficou na primeira colocação ao elevar em 177,8% os seus pedidos, basicamente soja. A Argentina garantiu a segunda posição e ampliou suas importações em 0,9%, em especial de partes e acessórios para tratores e veículos automotores.

As importações totais tiveram queda de 6,5% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2013, somando US$ 1,55 bilhão. A maior queda foi verificada em Bens de Consumo (-6,8%) devido à retração de veículos automotores. Por outro lado ocorreram elevações em Bens de Capital (7,5%), veículos de carga; e Bens Intermediários (1,2%), naftas para petroquímica.

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