Depois da greve

Funcionários dos Correios realizam mutirão para entregar correspondências retidas no Rio Grande do Sul

Trabalhadores realizarão entregas durante o fim de semana em todos os municípios afetados pela paralisação

15/03/2014 | 11h44
Funcionários dos Correios realizam mutirão para entregar correspondências retidas no Rio Grande do Sul Lauro Alves/Agencia RBS
O sindicato gaúcho anunciou que será mantido o estado de greve pelo menos até o dia 8 de abril Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Aquela encomenda, conta ou carta pela qual muitos gaúchos esperam desde o início da greve dos Correios, em 29 de janeiro, pode surgir nas caixas de correspondência ainda neste fim de semana.

Após o fim da greve de mais de 40 dias, encerrada na quinta-feira, funcionários iniciaram um mutirão para entregar as cerca de 2 milhões de correspondências retidas no Rio Grande do Sul.

Em todos os municípios afetados pela paralisação, haverá entrega de correspondências entre 8h e 17h30min neste sábado e domingo. O objetivo da instituição é que o serviço seja regularizado, em no máximo, 10 dias.

Mais de 900 funcionários dos Correios — 11%, de acordo com a assessoria de imprensa — aderiram à grave, considerada abusiva pelo o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Nesta semana, o TST determinou que os trabalhadores retomassem suas atividades, o que ocorreu na sexta-feira.

O sindicato gaúcho anunciou, no entanto, que será mantido o estado de greve pelo menos até o dia 8 de abril, data em que será realizada audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Brasília para discutir ação movida pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) contra os Correios.

Os ministros do tribunal decidiram ainda, o desconto de 15 dias no salário a ser pago, em abril, aos empregados, referente aos 42 dias de greve, com a compensação dos 27 dias restantes.

O TST entendeu que não houve descumprimento pela estatal da cláusula 11 do dissídio coletivo de 2013, que trata da assistência médica, hospitalar e odontológica, com a contratação de uma empresa especializada para a gestão do plano de saúde. A categoria alegava que, a partir da troca da gestora do plano de saúde da empresa para a Postal Saúde, teria ocorrido a perda de benefícios para os funcionários.

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