A passos curtos

Mercado reduz previsão de crescimento e estima Selic a 11% no fim de 2014

Boletim Focus divulgado nesta segunda ouve as expectativas das principais instituições financeiras

10/03/2014 | 09h34

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 voltou a cair de 1,70% para 1,68% na pesquisa Focus do Banco Central. Para 2015, a estimativa de expansão se manteve em 2,00%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 1,90% e 2,20%.

A projeção para o crescimento do setor industrial em 2014 recuou de 1,80% para 1,57%. Para 2015, economistas reduziram a previsão de avanço industrial de 3,00% para 2,95%. Quatro semanas antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 1,93% para 2014 e de 2,95% em 2015 para o setor.

Os analistas mantiveram a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014 em 34,70%. Há quatro semanas, estava em 34,95%. Para 2015, segue em 35,00% há 12 semanas.

Selic

Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira reduziram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 de 11,13% para 11,00%. Para 2015, a mediana segue em 12,00% ao ano há um mês. A taxa básica de juros está em 10,75% ao ano desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu em fevereiro.

A previsão para a Selic média em 2014 seguiu em 10,91% e caiu de 11,77% para 11,75% para 2015. Há quatro semanas, estavam em 10,94% e 11,75% ao ano, respectivamente.

Câmbio

A mediana das projeções para a taxa de câmbio ao final de 2014 caiu de R$ 2,49 para R$ 2,48. Há quatro semanas, a projeção era de R$ 2,47. Para o fim de 2015, a mediana se manteve em R$ 2,55. Há quatro semanas estava em R$ 2,53.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro manteve a previsão para a taxa média de câmbio em 2014 em R$ 2,43. Para 2015, a projeção segue em R$ 2,50. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,44 neste ano e R$ 2,49 no próximo.

A pesquisa também mostra que, para o fim de março, a estimativa caiu de R$ 2,40 para R$ 2,38.

IGP-DI

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2014 subiu de 6,03% para 6,05%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 6,00% para 6,03%. Quatro semanas atrás, o mercado previa para 2014 altas de 5,85% para o IGP-DI e de 5,89% para o IGP-M. Para 2015, a projeção para o IGP-DI segue em 5,50% há 15 semanas. Para o IGP-M, continua em 5,50% há oito semanas.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2014 caiu de 5,80% para 5,78%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 5,80% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2015, a projeção se manteve em 5,00%, mesmo patamar de um mês atrás.

Economistas elevaram a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados (as tarifas públicas) para 2014 de 4,10% para 4,12%. Para 2015, a projeção se manteve em 5,00%. Há quatro semanas, as estimativas eram de, respectivamente, 4,03% e 4,90%.

Conta corrente

O mercado financeiro manteve a previsão para o déficit em transações correntes em 2014. A mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano ficou em US$ 75,00 bilhões. Para 2015, a previsão de déficit nas contas externas também não se alterou e segue em US$ 67,90 bilhões. Há quatro semanas, o déficit estava em US$ 73 bilhões para 2014 e em US$ 68,00 bilhões para 2015.

Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2014 de US$ 7,00 bilhões para US$ 6,36 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 8,01 bilhões. Para 2015, a projeção caiu de US$ 10,50 bilhões para US$ 10,00 bilhões. Há quatro semanas, estava em US$ 13,00 bilhões. A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 6,183 bilhões no acumulado do primeiro bimestre de 2014, informou o governo, na semana passada. Trata-se do pior resultado para os primeiros dois meses do ano de toda a série histórica.

A pesquisa Focus mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, seguiram em US$ 58,00 bilhões em 2014 e US$ 55,00 bilhões para 2015. Há quatro semanas, estavam, respectivamente, em US$ 57,50 bilhões e US$ 58,00 bilhões.

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