Debate na Capital

Palestrantes destacam soluções para a educação no segundo dia do Fórum da Liberdade

Evento segue nesta terça-feira em Porto Alegre

08/04/2014 | 11h55
Palestrantes destacam soluções para a educação no segundo dia do Fórum da Liberdade Diego Vara/Agencia RBS
Palestrantes debateram a educação na abertura do segundo dia Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Com quase 45 minutos de atraso, o segundo dia de 27º Fórum da Liberdade começou com uma discussão sobre educação. Com os palestrantes Chris Arnold (presidente do The Smaller Earth Group), Eugênio Mussak (escritor, professor e presidente da Sapiens Sapiens) e Rodrigo Constantino (colunista da revista Veja e do jornal O Globo), foram abordados temas como inspiração, competência e conhecimento.

Arnold usou uma experiência pessoal, com uma professora primária, para explicar a importância de um mentor no crescimento individual. Ele contou que, aos 16 anos, passou por uma experiência traumatizante, que acabou com sua esperança "nas pessoas que estava no poder".

– Eu decidi que a vida não era boa, e eu faria qualquer coisa para ficar feliz. Algumas eram ilegais, outras eram perigosas, e todas eram desrespeitosas – contou.

Ele acabou criando um plano para o seu futuro, viajou pelo mundo, conheceu pessoas e criou a plataforma World Merit, que estimula jovens empreendedores.

Eugênio Mussak tratou da educação como estimulador da competência. Destacou o conhecimento, habilidade, atitude, valores e consideração com o entorno como elementos-chave para a entrega de melhores resultados. 

– É preciso desenvolver o ambiente para que se possa trabalhar essa competências.

Falando alto, rápido e constantemente interrompido por aplausos, Rodrigo Constantino atacou pontos como as cotas raciais, o "marxismo em sala de aula" e "as mãos do Estado na educação". O colunista chegou a ensaiar um minuto de silêncio para o primeiro ano da morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, mas abortou a ideia. Em sua palestra, atacou a ideia de que sucesso é pecado e criticou a influência do governo na educação.

– O ideal para as mudanças seria tirar o Estado da educação, é algo muito sério para ficar na mão dos burocratas do governo.

Em seguida, defendeu a meritocracia e disse que o maior desafio para que ela seja mais estimulada é a "máfia sindical dos professores". Quando fez um parêntese para criticar as cotas raciais, foi aplaudido de forma empolgada pela plateia, formada em grande parte por jovens – brancos, em sua maioria.

O Fórum

O 27º Fórum da Liberdade teve início na noite de segunda-feira, com a presença do ex-primeiro-ministro da Irlanda, John Bruton, e do senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. O evento segue nesta terça-feira no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.

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