Em quarto lugar no ranking desde 2005, o Rio Grande do Sul no Índice de Desenvolvimento Estadual-RS (iRS) tem números que mostram uma realidade de dois lados. O Estado mantém o posto de potência nacional e segue exibindo números positivos, mas avança em um ritmo menor do que o de outras unidades da federação.
Pernambuco, por exemplo, deixou a lanterna do índice que ocupava em 2005 e conquistou nove posições em sete anos. Nesse período, Roraima saiu da 17ª para a 10ª colocação, e Minas conseguiu passar da sexta para a quinta posição. São Paulo deixou a vice-liderança para alcançar o topo.
- O Rio Grande do Sul está bem? Está. Mas poderia estar melhor. Nossas políticas de desenvolvimento não se modernizaram, não se adaptaram aos novos tempos - afirma o economista Ely José de Mattos.
Isso não significa que o Estado esteja fadado à estagnação. Vale lembrar que o iRS, por enquanto, retrata o Brasil de 2005 a 2012 - por não terem sido divulgadas oficialmente, estatísticas de 2013 ficaram de fora.
De lá para cá, boas notícias animaram a economia gaúcha, entre as quais o crescimento de 5,8% do PIB em 2013 e a perspectiva de engatar três supersafras seguidas - as de 2013, 2014 e a de 2015. Só a deste ano deve movimentar ao redor de R$ 24,1 bilhões a partir da colheita e ajudar a espalhar efeitos benéficos pelo Estado.
O desafio é fazer com que essas cifras tenham reflexo nos indicadores, e a transferência de capital não é automática. Os ganhos econômicos, na avaliação de Mattos, precisam ser traduzidos em políticas públicas que ataquem as causas dos problemas. E não as consequências.