Os pagamentos em atraso há mais de 90 dias cresceram 14,2% no último ano, comparando outubro de 2014 com o mesmo mês de 2013. Desde o comço do ano, a alta foi de 5,1%. Porém, de setembro para outubro, a inadimplência no país teve uma ligeira melhora, com um recuo de 1%, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor .
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Os economistas da Serasa Experian observam que os efeitos de uma economia mais adversa neste ano em relação a 2013 - com juros altos e inflação elevada - têm mantido o crescimento da taxa e o que justifica esse recuo em outubro sobre o mês anterior é a "a maior cautela dos consumidores nos últimos meses em assumir novos endividamentos, priorizando a quitação de dívidas".
A queda foi influenciada pelas dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) que apresentaram variação negativa de 3,7%. Nas demais modalidades de endividamento ocorreram altas: bancos (0,5%), títulos protestados (10,4%) e cheques sem fundos (4,3%) .
Apesar de ter crescido a inadimplência com os bancos, o valor médio caiu 4,7% no período de janeiro a outubro, atingindo R$ 1.262,80. Em referência às dívidas não bancárias, o valor subiu 15,7%, passando de R$ 315,22 para R$ 364,79. No caso dos cheques sem fundos, houve acréscimo de 5,9%, ao alcançar R$ 1,741,94; e o valor dos títulos protestados ficaram 3,1% acima dos dez primeiros meses de 2013, com R$ 1.399,15.
*Agência Brasil