Voos afetados

Trabalhadores do setor aéreo ameaçam greve a partir do dia 12

Aeronautas e aeroviários paralisaram atividades por duas horas nesta quarta-feira

03/02/2016 - 19h29min
Trabalhadores do setor aéreo ameaçam greve a partir do dia 12 Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Voos atrasaram e foram cancelados pela manhã no Salgado Filho Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS  

Após realizarem uma paralisação de duas horas nesta quarta-feira em 12 aeroportos do país, aeroviários e aeronautas ameaçam greve por tempo indeterminado a partir do dia 12 caso não cheguem a um acordo com as empresas sobre os reajuste das categorias. A mobilização ocorreu das 6h às 8h da manhã.

Neste intervalo, 20 voos — 14 partidas e seis chegadas — foram afetados no Salgado Filho. Devido ao efeito cascata, os reflexos foram sentidos ao longo do dia. Das 80 decolagens previstas no aeroporto da Capital até às 19h desta quarta-feira, 35 tiveram atraso e outras oito acabaram canceladas. Conforme a Infraero, de todos os 1.690 voos domésticos programados também até às 19h no país, 457 (27%) atrasaram e 248 (15%) foram cancelados.

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Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), dados do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) apontam que, dos 399 voos — entre pousos e decolagens domésticas e internacionais — previstos para o período de paralisação, 22% foram cancelados e 48% atrasaram. O número de passageiros impactados pode superar 45 mil.

As categorias esperam um acordo com as companhias aéreas até o dia 10. As negociações serão intermediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Caso contrário, as categorias farão assembleias no dia seguinte a prometem voltar a parar no dia 12. Está descartada, entretanto, paralisação durante o Carnaval, o que era cogitado pelas categorias.

O presidente do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, Leonel Montezana, avisa que, caso o impasse persista, a paralisação pode ser mais drástica, além das duas horas em que cruzaram os braços nesta quarta-feira.

— Se passar o Carnaval e não vier uma solução devemos radicalizar o movimento — diz Montezana.

As categorias pedem reajuste de 11%, percentual semelhante à inflação do ano passado, retroativo à data-base de 1º de dezembro. Alegam que as empresas oferecem aumento parcelado, que acabaria ultrapassado pela inflação, e sem considerar a data-base.

O SNEA afirma que fez seis propostas aos trabalhadores desde outubro, mas permanece aberto às negociações.

 
 
 
 
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