Sinal ruim

Na décima queda consecutiva, investimentos recuam 2,7% de janeiro a março

Depois de representar 22% da economia em 2007, indicador que aponta potencial de crescimento da economia no longo prazo chegou a 16,9% no primeiro trimestre de 2016

01/06/2016 - 09h21min | Atualizada em 01/06/2016 - 10h21min

Os investimentos no Brasil recuaram mais uma vez. No primeiro trimestre de 2016, a queda foi de 2,7% apontou nesta quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que inclui desembolsos públicos e privados, ficou em 16,9 % do Produto Interno Bruto (PIB), o décimo recuo consecutivo do indicador.

Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que indicador chegue a 14,9% em 2020 Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O pico ocorreu em 2007, quando ela foi de 22% do PIB, e vem caindo ano a ano, consecutivamente. Pelas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a tendência permanecerá e essa taxa chegará a 14,9% em 2020, a menor desde 2003, quando foi de 14,1% do PIB.

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A taxa de investimento em relação ao PIB é o principal indicador de uma economia para mostrar seu potencial de crescimento. Essa taxa está em queda há dez trimestres consecutivos, o que mostra a falta de confiança do empresário em investir no país.

Observando o resultado acumulado nos últimos 12 meses, a queda da taxa de investimento  chega a 15,9%, a maior da série histórica iniciada em 1996. 


 
 
 
 
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