Cenário econômico

Economia já permitiria ritmo maior no corte de juro, diz ata do Copom

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária decidiu reduzir a Selic para 11,25% ao ano

Por: Estadão Conteúdo
18/04/2017 - 09h04min | Atualizada em 18/04/2017 - 09h04min
Economia já permitiria ritmo maior no corte de juro, diz ata do Copom /
Taxa Selic foi reduzida para 11,25% na semana passada, após decisão do Copom  

A atual situação da economia do Brasil já permitiria acelerar ainda mais o ritmo de corte de juro. A afirmação consta da ata da reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na manhã desta terça-feira.

"A evolução da conjuntura econômica já permitiria uma intensificação do ritmo de flexibilização monetária maior do que a decidida nessa reunião", citam os diretores do BC no parágrafo 22 do documento. Na semana passada, o juro foi cortado em 1 ponto porcentual, para 11,25% ao ano.

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No trecho, a ata cita que "os membros do Comitê ponderaram sobre o grau de antecipação do ciclo desejado". Nesse debate, apesar da menção ao espaço para imprimir ritmo ainda maior no corte do juro, o texto nota que os membros do Copom reconheceram que incertezas e fatores de risco tornaram mais adequado a decisão pela redução de 1 ponto porcentual — como anunciado.

"Dado o caráter prospectivo da condução da política monetária, a continuidade das incertezas e dos fatores de risco que ainda pairam sobre a economia tornaria mais adequada a manutenção do ritmo imprimido nessa reunião", citam os diretores no parágrafo 22.

O comitê voltou a ressaltar que o ritmo de flexibilização monetária está diretamente relacionado à extensão e eventual antecipação do ciclo de queda do juro. "O Copom ressalta que o ritmo de flexibilização monetária dependerá da extensão do ciclo pretendido e do grau de sua antecipação", citam os diretores no parágrafo 28 da ata.

Esse debate sobre a velocidade da queda do juro também é influenciado, argumentaram os diretores do BC, pela "evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação".

Diante dessa avaliação, os diretores afirmam que "o atual ritmo é adequado". "Entretanto, a atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo", completa o documento.

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*Estadão Conteúdo

 
 
 
 
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