Congresso

Relator da reforma da Previdência diz que estava negociando com policiais, "não com vândalos"

Grupo de manifestantes quebrou vidraças da chapelaria ao tentar entrar na Câmara. Policiais legislativos reagiram com bombas de gás lacrimogênio e gás de pimenta

Por: Estadão Conteúdo
18/04/2017 - 18h35min | Atualizada em 18/04/2017 - 18h38min
Relator da reforma da Previdência diz que estava negociando com policiais, "não com vândalos" Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil  

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), chamou nesta terça-feira de "vândalos" os policiais que quebraram vidraças da chapelaria da Casa, uma das principais entradas do Congresso, durante protesto hoje contra a proposta.

Em entrevista após reunião com representantes de policiais para negociar as regras de aposentadoria para a categoria, o parlamentar baiano disse que estava negociando com policiais. 

— Não com esses vândalos que quebraram o Congresso e que espero que sejam punidos — afirmou.

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Na avaliação do relator, os policiais quiseram mostrar com o protesto que "a violência compensa". Mais cedo, Arthur Maia já tinha afirmado que o protesto era um direito democrático da categoria, mas que a "quebradeira" é crime.

Um grupo de manifestantes quebrou vidraças da chapelaria ao tentar entrar na Câmara. Policiais legislativos reagiram com bombas de gás lacrimogênio e gás de pimenta.

Reunião

Após reunião com representantes dos policiais, Oliveira Maia afirmou que está tentando fazer um "desenho" para que a idade inicial de transição da categoria seja de 55 anos e a definitiva, "algo próximo" a que será estabelecida para os militares posteriormente.

— A regra transitória preverá idade mínima de 55 anos e estamos vendo vinculação da regra da idade mínima permanente de policiais a militares — afirmou Maia. 

Segundo eles, policiais pediram que a idade mínima definitiva deles seja "vinculada" à dos militares, cujas regras de aposentadoria serão tema de uma reforma da Previdência independente, ainda a ser enviada o Congresso Nacional.

Mais cedo, o relator tinha anunciado que a idade mínima para policiais seria de 60 anos para homens e mulheres, enquanto a idade de transição começaria de 48 anos (mulher) e 50 anos (homens), mediante o pagamento de pedágio de 30% sobre o tempo que falta de contribuição. Após a reunião com representantes da categoria, Oliveira Maia recuou e disse que está elaborando novas regras.

Integralidade

O relator afirmou que a questão do pagamento integral da aposentadoria de policiais ainda está em discussão. Hoje, a categoria tem direito ao seu salário integral no momento da aposentadoria, mas a reforma da Previdência acaba com essa previsão. A proposta inicial de Oliveira Maia era conceder a integralidade apenas para policiais que estiverem na transição e estabelecer uma "trava" adicional para o acesso ao salário integral, exigindo a idade mínima final de 60 anos (a exemplo de como vai ser no caso de servidores).

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*Estadão Conteúdo

 
 
 
 
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