Apoio inconveniente

"Não escondemos quem nos apoia", diz Fernando Haddad sobre Dirceu

Candidato afirma não calcular impacto em sua candidatura caso colegas de partido sejam condenados por mensalão

17/04/2012 | 11h18

A iminência do julgamento do mensalão e as ameaças da oposição de convocar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para depor na futura CPI do Cachoeira não demoveram o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de contar com o engajamento e auxílio do colega petista em sua campanha.

– Nós não podemos esconder as pessoas que nos apoiam. Elas têm direito de expressar sua opinião sobre o melhor para São Paulo – afirmou durante visita à obra do futuro estádio do Corinthians, na zona leste da cidade.

Dirceu foi apontado na denúncia da Procuradoria-Geral da República como "chefe da quadrilha" do mensalão. E a oposição espera agora ressuscitar o caso do seu ex-assessor Waldomiro Diniz, que, em 2004, apareceu em um vídeo pedindo propina a Carlos Cachoeira, acusado de comandar uma rede ilegal de jogos e agora o pivô da nova CPI que será instalada no Congresso.

Haddad afirmou que não trabalha "com um cálculo" sobre o impacto que uma eventual condenação de pessoas ligadas ao PT no caso do mensalão possa causar em sua campanha. Durante a visita ao Itaquerão nesta segunda ele foi acompanhado, inclusive, por um dos envolvidos no caso: o deputado José Mentor (PT-SP).

O pré-candidato negou, no entanto, que o ex-ministro tenha trabalhado nos bastidores para acertar os nomes dos coordenadores da sua campanha:

– Ele não tem participado das campanhas do PT. O último contato que tivemos foi há meses.

Questionado se acreditava na absolvição do Dirceu, Haddad disse conhecer pouco sobre o processo. Outros petistas, como José Genoino e Delúbio Soares, também são réus no caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
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