Eleições 2014

Candidatos ao Piratini são sabatinados pela Famurs

Postulantes ao cargo de governador responderam a perguntas sobre saúde, segurança, educação, infraestrutura e desenvolvimento

30/07/2014 | 19h07
Candidatos ao Piratini são sabatinados pela Famurs  Montagem sobre fotos Vinícius Costa/Agência Preview
Foto: Montagem sobre fotos Vinícius Costa / Agência Preview

Os quatro principais candidatos ao Piratini participaram, nesta quarta-feira, de uma sabatina promovida pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Ana Amélia Lemos (PP), José Ivo Sartori (PMDB), Tarso Genro (PT) e Vieira da Cunha (PDT) responderam a perguntas sobre saúde, segurança, educação, infraestrutura e desenvolvimento.

Apesar de terem recebido antecipadamente o questionário elaborado pela equipe técnica da Famurs, os postulantes ao cargo de governador deram respostas evasivas. Algumas perguntas, inclusive, chegaram a ficar sem resposta, e a justificativa de alguns candidatos para o esquecimento foi a falta de tempo (cada concorrente tinha 5min para para responder as questões, de uma a cinco por tema).

Os quatro principais candidatos evitaram se comprometer com pagamento do piso de magistério e não apresentaram propostas concretas para ampliar o policiamento, melhorar a qualidade do ensino público e destravar o licenciamento ambiental.

O painel "Para onde vamos? O futuro do RS e do Brasil em debate" integra a programação do 34º Congresso dos Municípios do Rio Grande do Sul. Na quinta-feira, será a vez dos candidatos à Presidência da República.

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Confira um resumo das falas dos candidatos, por tema:

Saúde

Ana Amélia Lemos (PP)
Afirmou que a questão da saúde é crucial e que não basta ampliar os recursos para a área, mas que a verba precisa ser bem aplicada. Disse que seu compromisso será com uma "permanente parceria" entre Estado e municípios.

José Ivo Sartori (PMDB)
Defendeu a necessidade de ampliação das parcerias entre Estado e municípios, principalmente nas áreas de atenção básica e saúde da família. Disse que é preciso haver uma maior descentralização e que os pequenos hospitais têm que ser fortalecidos.

Tarso Genro (PT)
Destacou que, pela primeira vez, o Estado investe 12% na área da saúde, e que o aumento só foi possível com o uso dos recursos dos depósitos judiciais. Segundo ele, há necessidade de aprimorar o controle eletrônico de consultas e dar sequencia a construção de UPAs.
 
Vieira da Cunha (PDT)
Apontou a saúde como problema número um. Para solucionar o “atendimento deficiente”, disse que é preciso um esforço conjunto dos entes federativo. Lembrou que os municípios investem mais do que o necessário, pois Estado e União não fazem sua parte.

Segurança

Ana Amélia Lemos (PP)
Defendeu a intensificação do uso da inteligência como uma das alternativas para contornar a escassez do efetivo policial. Ela destacou ainda a importância da capacitação dos servidores e da integração das polícias, pois os "órgãos não falam entre si".

José Ivo Sartori (PMDB)
Sartori afirmou que é preciso aumentar e capacitar o efetivo, além de fornecer material adequado e criar uma nova inteligência na polícia. O candidato ressaltou a importância de ações integradas focadas na prevenção ao uso de drogas.

Tarso Genro (PT)
Apontou ações realizadas em sua gestão, como o início da desocupação do Presídio Central, investimentos em equipamentos e reestruturação das sedes da Brigada Militar no Interior. Lembrou também que está em andamento um concurso para a BM.

Vieira da Cunha (PDT)
Vieira afirmou que o Rio Grande do Sul perdeu seis mil policiais em 20 anos e que, para reverter essa “situação de deterioração”, é necessário um conjunto de medidas, a começar pela recomposição do efetivo. O trabalhista defendeu ainda a reforma da legislação penal.

Educação

Ana Amélia Lemos (PP)
Sobre o pagamento do piso, Ana Amélia disse que "não vai prometer o que não pode cumprir" e repetir o "erro cometido pelo atual governador", que assinou a lei do piso quando era ministro. A senadora disse que é preciso uma articulação intensa com professores.

José Ivo Sartori (PMDB)
Afirmou que é necessário estabelecer critérios para a concessão do passe livre estudantil. Para Sartori, a relação entre governo e professores é, há décadas, a do enfrentamento, e isso precisa mudar. O caminho da valorização passa, segundo ele, pelo diálogo.

Tarso Genro (PT)
Disse que no seu governo houve um acréscimo de R$ 100 milhões no repasse aos municípios para transporte escolar _ verba que deverá ser ampliada para R$ 163 milhões até o fim de 2014.  Observou que “nenhum professor recebe menos que o piso” no RS.

Vieira da Cunha (PDT)
Apontou a valorização do magistério e o ensino de turno integral como caminhos para a construção de uma educação pública de qualidade. Prometeu “fazer o possível e o impossível para pagar e honrar a lei do piso”. 

Infraestrutura

Ana Amélia Lemos (PP)
Criticou a criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e afirmou que quem está "ganhando" com a estatal "são as oficinas mecânicas e borracharias". Conforme a senadora, as funções desempenhadas pela empresa poderiam ter sido executadas por um departamento do Daer.

José Ivo Sartori (PMDB)
Afirmou que a situação das rodovias gaúchas cria um embaraço para desenvolvimento do Estado e da economia. Disse que é preciso investir, principalmente, na conservação e na duplicação de rodovias.

Tarso Genro (PT)
Lembrou que a meta era zerar o número de municípios sem acesso asfáltico, mas que, devido a problemas como o “regime de irresponsabilidade” de  empresas, serão concluídas 60 das 104 obras previstas até o fim do ano. Disse que, se reeleito, continuará utilizando recursos dos depósitos judiciais.

Vieira da Cunha (PDT)
Indicou as parcerias público-privadas (PPPs) como uma das alternativas para solucionar o problema da má conservação das rodovias. O deputado, no entanto, defendeu a continuidade da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).

Desenvolvimento

Ana Amélia Lemos (PP)
Um dos entraves para o desenvolvimento do Estado e dos municípios, segundo a senadora, é a demora na emissão das licenças ambientais. A burocracia envolvendo o licenciamento resulta, conforme ela, na perda de empreendimentos para outras regiões do país.

José Ivo Sartori (PMDB)
Sartori defendeu a descentralização do Consema, a capacitação dos servidores e o compartilhamento da emissão de licenças com os municípios. Segundo o ex-prefeito, o licenciamento ambiental tem que ser encarado como uma oportunidade, e não como entrave.

Tarso Genro (PT)
Tarso avaliou que, no caso dos licenciamentos, há uma divisão equivocada de competências entre União, Estado e municípios, além de uma superposição de legislações. Disse que encontrou a Fepam sucateada, mas que iniciou processo de reestruturação.

Vieira da Cunha (PDT)
Para tornar o Estado mais atrativo, afirmou que é preciso criar um ambiente em que empresário sinta segurança jurídica para investir. Segundo Vieira da Cunha, a capacidade de trabalho do gaúcho é um diferencial do Estado, que tem “vocação para o desenvolvimento”.

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