Eleições 2014

Como a pesquisa Ibope repercutiu entre os candidatos ao Piratini

Saiba como as chapas avaliaram os resultados do primeiro levantamento do instituto

20/07/2014 | 20h13

Após a divulgação da primeira pesquisa Ibope de intenção de voto ao Piratini encomendada pelo Grupo RBS, a reportagem de ZH entrou em contato com as chapas para ver como os candidatos avaliam o levantamento.

Saiba mais:

> Acesse o resultado da pesquisa Ibope para o governo do Estado

Leia as repercussões dos candidatos em campanha:

Ana Amélia Lemos (PP)

A senadora se manifestou por meio de nota:

"A pesquisa sempre é um indicador de tendência, mas também um recado para a militância no sentido de não baixar a guarda e continuar empenhada na campanha, pois não tem corrida ganha. Estar na frente não significa tranquilidade para ninguém. Na política, como no futebol, a pior atitude é o salto alto. Também considero esse resultado uma avaliação positiva dos gaúchos sobre o meu trabalho no Senado."

Tarso Genro (PT)

A coordenação de campanha se manifestou por meio de nota, com declarações do coordenador-geral, Carlos Pestana:

"Hoje a maioria das pessoas percebe que Estado melhorou, aprova o atual governo e tem expectativa de vitória de Tarso Genro nas eleições. A campanha está começando agora e vão procurar informações sobre cada proposta. Nós temos muito a mostrar. Temos a convicção de que Tarso vai crescer muito nas próximas pesquisas."

José Ivo Sartori (PMDB)

A coordenação de campanha se manifestou por meio de nota:

"Os números da pesquisa do IBOPE são praticamente os mesmos da anterior, divulgada em abril. Isto demonstra que o início tardio do processo eleitoral, em função da Copa do Mundo, ainda não provocou nenhum tipo de alteração no eleitorado. O número de indecisos permance alto e os candidatos que tinham uma maior exposição, há mais tempo, continuam na cabeça do eleitor que ainda não recebeu informações suficientes para evoluir na sua avaliação.

Vieira da Cunha (PDT)

O candidato falou, por telefone, com a reportagem:

— O que eu gostaria é que a Zero Hora seguisse o que ela própria afirmou no seu editorial da página 25 deste domingo, ZH Transparência, e só divulgasse pesquisas de institutos que tenham credibilidade, o que não é o caso do Ibope. O Ibope, nas eleições de 2012, perdeu o resquício de credibilidade que poderia ter, e errou em pelo menos oito capitais, o que foi objeto de vários comentários políticos na época. Eu achei que o Ibope não ia conseguir um contrato nas eleições deste ano, em função dos erros primários cometidos em 2012. Nós temos feito levantamentos e não reconhecemos esse patamar de 2% que o Ibope nos atribui. É um instituto que não merece a menor credibilidade.

João Carlos Rodrigues (PMN)

ZH tentou contato com a equipe do candidato, mas não obteve retorno.

Roberto Robaina (PSOL)

O candidato comentou a pesquisa em sua página oficial no Facebook:

"Não posso mentir: olho com certa atenção as pesquisas eleitorais. Não tenho certeza o quanto elas são manipuladas. Sei que a favor do PSOL não manipulam, muito menos de minha candidatura, que sou reconhecidamente crítico da mídia capitalista. Brizola denunciava especialmente o Ibope. Pois é do Ibope a mais recente pesquisa para o governador do RS e senador. Na disputa para governador há uma clara tentativa de limitar o noticiário a uma polarização da disputa entre Ana Amélia e Tarso. De fato a polarização existe. Mas vale lembrar que temos dois turnos, e a escolha entre o ruim e o pior deve ser de segundo turno, se.por acaso a melhor proposta não se impõe.

Mas afora isso, chama atenção que meu nome esta empatado com Sartori e Vieira, do PMDB e do PDT, respectivamente. Qualquer um que esta acompanhando a eleição sabe que a divulgação destes dois candidatos do sistema feita pela mídia é muito maior que anda minha candidatura. Nas intenções de voto, porém, mesmo a pesquisa, da qual sempre temos dois pés atrás, não confirmam que eles estão na frente. Na espontânea estamos empatados. Na estimulada, levando em conta a margem de erro, também. Estamos disputando, a aliança PSOL e PSTU, o terceiro lugar. Por fim chama atenção que quase 70% dos entrevistados dizem não saber em quem votar ou declaram voto em branco na espontânea. Isso apesar da mega exposição midiática de todos os candidatos do sistema, em especial Ana Amélia e Tarso. Parece que eles não convencem. Ainda bem!"

Estivalete (PRTB)

O PRTB se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa:

"Essa é a primeira pesquisa feita depois que os oito candidatos foram oficialmente registrados no TRE. A própria margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos, deixa bem claro que, com exceção dos dois primeiros colocados, Ana Amélia e Tarso Genro, os demais se encontram praticamente empatados.

O que veio primeiro, o ovo ou a galinha? A mídia diz que se baseia na pesquisa, mas a pesquisa é feita com base em informações da mídia. Os principais candidatos são Ana Amélia e Tarso. O Tarso é um governador que concorre à reeleição e já disse há muito tempo que concorreria. A Ana Amélia se apresentou há tempo como candidata e, por ser senadora, acaba tendo um espaço muito grande na mídia. Quando você sai lá na rua para fazer uma pesquisa, qual é a ideia que vem à mente? Vêm aqueles (candidatos) que são badalados na mídia.

ZH fez a primeira pesquisa e é óbvio que vão aparecer em primeiro as pessoas que aparecem na mídia. Agora, a campanha começou e os candidatos estão aparecendo. Virão as entrevistas e os debates, que serão oportunidades para os eleitores conhecerem cada candidato. A partir de então, novas pesquisas poderão nos dar um outro retrato."

Humberto Carvalho (PCB)

O candidato a vice-governador, Nubem Medeiros, falou com a reportagem por telefone:

— É a primeira pesquisa a ser divulgada, mas a campanha eleitoral propriamente dita ainda não começou. Evidentemente, aqueles nomes que estavam mais na mídia há seis meses ou há um ano devem estar despontando. É muito cedo para fazermos uma análise. Não temos a mínima ilusão de que vamos fazer grande pontuação nessas pesquisas. Nosso partido é pequeno, não está na mídia como os grandes, inclusive durante o período pré-eleitoral. Mas temos ainda um trabalho a ser feito junto à população gaúcha. Vamos esperar para ver o que vai acontecer mais à frente, principalmente quando começarem os programas de TV, que levam à população, em especial ao interior do Rio Grande, as propostas dos candidatos.

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