Cenário eleitoral

Reunião na quarta pode confirmar Marina Silva como candidata

PSB convocou encontro para decidir candidato à Presidência da República

15/08/2014 | 13h06
Reunião na quarta pode confirmar Marina Silva como candidata MURILLO CONSTANTINO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Marina é o nome mais forte para disputar a eleição Foto: MURILLO CONSTANTINO / AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do PSB, Roberto Amaral, convocou para quarta-feira uma reunião da executiva nacional do partido para decidir se a legenda terá candidato a presidente da República e quem será o substituto de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo, em Santos, na quarta-feira passada. O nome mais forte é o da ex-ministra Marina Silva.

— A tendência é o partido ter candidato — disse Amaral ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado.

A reunião será realizada em Brasília. Amaral informou ainda que na próxima terça-feira haverá uma missa, em Brasília, para homenagear Campos e os outros seis mortos no acidente.

O grupo majoritário do PSB defende a confirmação de Marina como nome do partido ao Palácio do Planalto. Os dirigentes e líderes da legenda, no entanto, querem em troca garantias da candidata a vice. Pedem, por exemplo, que ela não ataque as alianças políticas estaduais costuradas pela cúpula.

Leia todas as notícias sobre a morte de Eduardo Campos

Após a morte de Campos, Marina está reclusa em sua casa em São Paulo e não tem falado sobre a sucessão presidencial. A interlocutores, a ex-ministra diz estar de luto e que não vai tratar de questões eleitorais nos próximos dias. De acordo com a legislação eleitoral, o PSB tem 10 dias, a partir da data da morte de Campos, para apresentar o novo candidato à Presidência. Os programas de TV dos partidos, no entanto, começam na próxima terça.

Acidente aéreo matou sete pessoas

Candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos morreu na manhã de 13 de agosto, em um acidente de avião em Santos, no litoral paulista. A queda da aeronave, que ia do aeroporto Santos Dumont (RJ) ao aeroporto de Guarujá (SP), matou outras seis pessoas — dois assessores, um fotógrafo, um cinegrafista e dois pilotos.

Nascido em Recife (PE) em 1965, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Henrique Accioly Campos era o terceiro colocado na corrida presidencial, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Campos era neto e herdeiro político de um dos mais influentes líderes da esquerda nacional, o também ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Casado há mais de 20 anos com a economista Renata Campos, o candidato deixa cinco filhos, com idades entre 21 anos e cinco meses.

Com a morte de Campos, o nome da vice em sua chapa, Marina Silva (PSB), despontou como favorito. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em caso de falecimento de candidato, o partido do substituído tem de pedir o registro da nova candidatura em até 10 dias. O prazo conta a partir do fato que motivou a substituição.
 

Confira imagens do acidente que matou Eduardo Campos e outras seis pessoas:

 

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