Política

Formação do secretariado de Marchezan inclui reforma administrativa

Candidatos a compor a equipe do tucano terão de cumprir metas

Por: Juliano Rodrigues
30/10/2016 - 22h55min | Atualizada em 30/10/2016 - 22h55min
Formação do secretariado de Marchezan inclui reforma administrativa Mateus Bruxel/Agencia RBS
Kevin Krieger (PP), à direita, de verde, é um dos cotados para integrar o secretariado Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS  

A composição do secretariado de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) é tida como um mistério até para as pessoas mais próximas do tucano. Durante a campanha, o deputado limitou-se a dizer que não fará loteamento de cargos em troca de apoio legislativo e que não tem preconceito com quadros políticos, desde que possuam conhecimento técnico. A única certeza é de que PP e PTB serão os grandes apoiadores do seu governo, e que haverá um enxugamento das atuais 37 estruturas com status de secretaria.

Além do próprio Marchezan e do vice, Gustavo Paim, os responsáveis pelas propostas e pela avaliação da situação das áreas essenciais da prefeitura foram o vereador Kevin Krieger (PP) e uma equipe de apoio que tinha o administrador Daniel Rigon, a professora Ivana Genro, a jornalista Tânia Moreira, entre outros. Embora participar da campanha não signifique automaticamente integrar o governo, essas pessoas podem estar no secretariado, seja como titulares ou adjuntos.

— Um político só será um bom político se tiver capacidade técnica. E um técnico somente será um bom técnico se tiver habilidade política. Quem quiser ajudar a revolucionar Porto Alegre, será bem-vindo — disse o tucano ontem, na entrevista coletiva pós-eleições.

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Kevin Krieger, que chegou a ser líder do governo Fortunati, tem tudo para ser um dos secretários mais poderosos de Marchezan. As pastas de Administração, Governança ou Obras podem ficar com o presidente municipal do PP. O PTB também pretende ocupar secretarias importantes, mas a preferência deve ficar com o PP devido ao maior envolvimento do partido com Marchezan desde o início da campanha.

— Honestamente, acho que nem o próprio Marchezan começou a pensar em secretariado ainda. Obviamente, PP e PTB estarão conosco, mas os espaços terão de ser discutidos com o próprio Marchezan, e ele não vai aceitar pessoas sem qualificação — afirma um interlocutor do tucano.

Na área da educação, a ex-secretária estadual Marisa Abreu foi uma das principais colaboradoras. Além dela, o ex-secretário do governo Yeda Crusius Mateus Bandeira também ajudou na campanha. Os dois, no entanto, não pretendem deixar as suas atividades privadas para compor o governo. Na educação, Ivana Genro pode ser a secretária.

— Dou e dei toda a força do mundo, acho que a educação de Porto Alegre tem muito a avançar, mas não pretendo mais ocupar cargos públicos — despista Mariza.

Para não frustrar expectativas de que montaria um secretariado técnico, Marchezan não prometeu a medida. O principal motivo é o fato de quadros mais qualificados não terem a intenção de ganhar o salário de secretário municipal, hoje de pouco mais de R$ 10 mil. Quem também pode aparecer na composição do governo é o prefeito de Pelotas, Eduardo Leite. O único empecilho é um curso em gestão pública que o tucano participará no primeiro semestre de 2017 na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Depois, não descarta ingressar no secretariado.

— O Marchezan me pediu ajuda e eu já disse que vou contribuir. Posso fazer isso indicando pessoas que conheço e que fizeram um bom trabalho em Pelotas. Sobre ser secretário, não sei, não fui convidado ainda — afirma.

Nas próximas semanas, apesar das fissuras entre as candidaturas de Melo e Marchezan no segundo turno, é provável que os tucanos procurem individualmente vereadores e representantes de PMDB e PDT para conversar sobre apoio na Câmara.

 
 
 
 
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