Morte na eleição

Mulher de Plínio Zalewski presta depoimento à Polícia Civil

 Luciana Pujol confirmou que o marido mudou o comportamento após divulgação de vídeo que questionou sua atuação em campanha

19/10/2016 - 13h53min | Atualizada em 19/10/2016 - 14h30min
Mulher de Plínio Zalewski presta depoimento à Polícia Civil Omar Freitas/Agencia RBS
Coordenador de Plano de governo de Sebastião Melo foi encontrado morto na última segunda-feira  Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

A Polícia Civil ouviu, na manhã desta quarta-feira, a mulher de Plínio Zalewski, coordenador de plano de governo de Sebastião Melo (PMDB), encontrado morto na segunda-feira. Outra ação relacionada ao caso foi o envio para a Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) das ocorrências que Plínio registrou relatando que contas pessoais no computador e telefones celulares dele e da família haviam sido invadidos.

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Luciana Pujol passou mais de três horas na 5ª Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa, no Palácio da Polícia. A delegada que conduz a investigação, Luciana Peres Smith, disse já ter ouvido mais de 15 pessoas e que todas, inclusive Luciana, confirmam que o comportamento de Plinio mudou radicalmente depois da divulgação de um vídeo do MBL que denunciava que ele atuaria na campanha de Melo em horário em que deveria estar cumprindo expediente na Assembleia Legislativa.

A mulher de Plínio disse que o marido estava abalado e mais "quieto". Ela pediu à polícia que a investigação seja exaustiva para que se possa ter certeza do suicídio, tese mais forte até o momento. Luciana também indicou que a letra do bilhete encontrado no bolso da camisa de Plínio é semelhante à escrita do marido.

O documento, no entanto, ainda passará por perícia de autenticidade no Insituto-Geral de Perícias (IGP), conforme a delegada.

Em relação às ocorrências que Plínio havia registrado, a DRCI fará uma análise preliminar sobre as suspeitas levantadas pelo coordenador de que estava tendo computador e celulares invadidos. Se for identificado algum conteúdo eleitoral, o caso será remetido à Justiça Eleitoral.

A delegada Greta Anzanello será responsável por essa apuração. Ela também conversou com a mulher de Plínio na manhã desta quarta-feira. Em relação à suspeita de terem tido os celulares invadidos, a delegada esclareceu que o casal estranhou ter visto nos aparelhos um conteúdo que não entendiam como tinha ido parar lá. 

Plinio e a mulher haviam trocado de telefone recentemente.

_ Não podemos descartar que isso tenha ocorrido devido a uma sincronização de contas do email com o celular. vamos verificar _ disse Greta.

A delegada vai solicitar à Justiça autorização para verificar em que locais as contas de Plínio _ de email, Facebook, etc _ foram acessadas. A partir disso, o trabalho será para identificar quem o fez, ou seja, se alguém não autorizado conseguiu esses acessos.  


 
 
 
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