Propaganda eleitoral

Na TV, Melo cobra Marchezan e diz que MBL perseguia Plínio Zalewski

Peemedebista pede que Marchezan explique sua ligação com o movimento e rebate pedido de paz: "Paz a gente não pede, pratica"

19/10/2016 - 21h11min | Atualizada em 19/10/2016 - 21h43min
Na TV, Melo cobra Marchezan e diz que MBL perseguia Plínio Zalewski Reprodução/Reprodução
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Na propaganda eleitoral veiculada na TV às 20h30min desta quarta-feira, o candidato à prefeitura de Porto Alegre pelo PMDB, Sebastião Melo, atacou seu adversário político, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), citando supostas perseguições a Plínio Zalewski, ex-coordenador do seu plano de governo. Nos instantes finais do tempo reservado à propaganda, Melo disse que pensou "10 vezes antes de tratar desse tema" e que, se não falasse, "não dormiria com a consciência tranquila". Nos três minutos que se seguiram, dirigiu-se a Marchezan em tom de cobrança. 

— Ontem (terça-feira) vi o deputado Marchezan finalmente falar paz usando o episódio da trágica morte de Plínio. Quero te dizer, Marchezan, que paz a gente não pede. Paz a gente pratica — disse Melo, antes de sugerir uma ligação entre o tucano e o Movimento Brasil Livre (MBL). 

— Tens que parar, Marchezan. Tens que parar e explicar qual a tua relação com o Movimento Brasil Livre, o MBL, que persegue pessoas como fizeram com o nosso querido amigo Plínio, que acabou perdendo a sua vida. Portanto, deputado, eu é que peço: isso tem que parar — disse Melo.

Na terça-feira, também no programa eleitoral, Marchezan fez apelo por trégua nas trocas de agressões — nesta quarta-feira, o tucano não comentou sobre a morte do coordenador da campanha do PMDB. Em uma manifestação de cerca de seis minutos, o tucano pediu ao peemedebista que os ataques cessem e que sejam discutidas propostas para Porto Alegre:

— Faltam poucos dias para a eleição. Com a mesma indignação e pavio curto que tenho contra tudo que acho errado, te peço publicamente que saibamos estabelecer a paz e colocar a campanha nos trilhos. Acirrar a militância com críticas aqui na TV não deve ser o nosso papel. O nosso papel é de construção, de falar em propostas. 

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No mesmo dia, a equipe de campanha do candidato do PMDB preparou uma homenagem a Plínio Zalewski, com a foto do ex-coordenador do plano de governo peemedebista e com um texto lido por um locutor. Depois, Melo falou durante cerca de dois minutos. O tom da manifestação foi mais pessoal, com elogios à trajetória do amigo.

— Nada repara a perda de Plínio Zalewski. Absolutamente nada. Plínio sempre foi um homem que viveu a cidade. Um homem íntegro, idealista, romântico, do diálogo, da paz, da construção, da inovação. Incansável nas coisas em que acreditava, sempre ligado aos movimentos sociais — afirmou na terça-feira.

 
 
 
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