Corrida à prefeitura

Não adianta pedir paz na TV e não fazer no dia a dia, afirma Melo

Candidato do PMDB à prefeitura da Capital voltou a lamentar a morte do coordenador de plano de governo, Plínio Zalewski, e convocou a militância para os últimos dias da campanha

Por: Zero Hora
19/10/2016 - 10h25min | Atualizada em 19/10/2016 - 13h22min
Não adianta pedir paz na TV e não fazer no dia a dia, afirma Melo Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Sebastião Melo (PMDB) concedeu entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Um dia após o enterro do coordenador de seu plano de governo, Plínio Zalewski, Sebastião Melo (PMDB) retomou a campanha à prefeitura de Porto Alegre comentando o programa eleitoral do adversário, Nelson Marchezan Jr (PSDB) que foi ao ar na terça-feira à noite.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o peemedebista disse que "uma coisa é pedir paz na televisão e praticar atos que não são de paz no dia a dia", reiterou que o segundo turno deve "confrontar propostas" e pediu que a militância retome a mobilização para os 11 dias que faltam para o segundo turno da eleição.

— Pela memória dele (Zalewski), nós não temos o direito de parar. Repor as verdades não é ataque, porque uma coisa é eu pedir paz na televisão e praticar atos que não são de paz no dia a dia — afirmou Melo.

Na noite de terça-feira, após 24h com as campanhas suspensas no rádio e TV, Marchezan abriu seu programa falando diretamente a Melo:

— Faltam poucos dias para a eleição. Com a mesma indignação e pavio curto que tenho contra tudo que acho errado, te peço publicamente que saibamos estabelecer a paz e colocar a campanha nos trilhos. Acirrar a militância com críticas aqui na TV não deve ser o nosso papel. O nosso papel é de construção, de falar em propostas.

Leia mais
Morte de Zalewski será investigada apenas pela Polícia Civil 
No luto, amigos tentam entender o que se passava com Plínio Zalewski

Ao tratar de propostas para a cidade, Sebastião Melo disse que deve priorizar obras de drenagem nos bairros Sarandi e Anchieta. No entanto, reconheceu que a prefeitura não tem recursos para investir e precisará recorrer à União.

— Os 31 parlamentares federais se comprometerem com emendas para fazer as contrapartidas do entorno (da Arena). Isso acabou não acontecendo. Ali tem obra de drenagem pesada para fazer. Nós precisamos, nesta mesa de negociação  com governo federal, Ministério Público, Judiciário, prefeitura e parlamentares, encontrar uma solução.

Questionado sobre a mobilidade, Melo afirmou que pretende fazer experiências parar melhorar o trânsito da Capital. Uma mudança seria a liberação de táxis, lotações, transporte escolar e veículos de serviços como o Uber para trafegar no corredor de ônibus da Terceira Perimetral, na Zona Norte. O atual vice-prefeito de Porto Alegre avalia que o corredor de ônibus da avenida é subutilizado.

— Neste corredor, trafegam poucos ônibus e me parece adequado fazer esse teste para ver se funciona. Se funcionar, poderá ir para outros lugares. A reengenharia do trânsito é menos gasto com obra física — disse.

Para melhorar a limpeza da cidade, Melo afirmou que pretende colocar um segundo contêiner para lixo seco nos bairros em que já existe estrutura para depositar o lixo orgânico. Além disso, ele reiterou a necessidade de um pacto com a população, para que os detritos sejam separados e colocados nos contêineres nos dias certos.

— Porto Alegre foi a primeira capital a separar lixo no Brasil e hoje estamos recolhendo 120 toneladas em toda a cidade. Hoje, só tem o contêiner de lixo orgânico e deixamos de fazer isso em um primeiro momento porque nós tínhamos as carroças.

Sebastião Melo disse ainda que o problema da poluição de arroios passa pelo tratamento de 100% do esgoto produzido no município.

— Isso é um processo de melhoria permanente. O Guaíba já melhorou muito. Nós vamos, talvez em dois ou três anos, poder (ter) a praia de Ipanema banhável de novo; mas potável, jamais — avaliou.


 
 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.